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Na noite desta quarta-fera (10) a Câmara dos Deputados mudou as regras de distribuição dos royalties do petróleo, o que deixou estados e municípios produtores descontentes. G1 Brasília, DF Por 369 votos a favor e 72 contra, a Câmara alterou o modelo de distribuição de royalties, que vigora desde 1998. Até agora, estados e municípios produtores perdem a exclusividade no recebimento dos recursos. Agora, terão que dividi-los com todos os estados e municípios, de acordo com a proporção estabelecida pelo Fundo de Participação dos Municípios. Já a União continuará a deter 40% dos royalties do pré-sal. O Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, calcula que a arrecadação do Estado com os royalties cairá de R$ 5 bilhões por ano para R$ 100 milhões e já recorreu ao Supremo Tribunal Federal. A proposta aprovada nesta quarta-feira (10) na Câmara ainda precisa passar pelo Senado federal. A Câmara dos Deputados concluiu a votação dos projetos do Pré-sal e aprovou a emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que divide os recursos do petróleo entre todos os Estados com base no Fundo de Participação dos Estados e Municípios. A bancada do Rio de Janeiro foi a mais resistente à emenda, já que o Estado é o que mais recebe royalties do petróleo. Segundo o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), como a emenda privilegia e divide os recursos com os Estados não produtores, o Rio de janeiro perderá R$ 4,8 bilhões por ano. A emenda de Ibsen, além de tratar dos recursos do Pré-sal, também alterá as regras para as áreas já licitadas e em exploração. Durante a votação o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) disse que existiu um “ataque às riquezas de seu Estado”. Também o durante a votação o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), falou que, se o texto não for alterado no Senado, Lula deve vetar a emenda de Ibsen. O argumento do líder é que o Rio tem contratos fixados com base em royalties do petróleo, e os mesmos não podem ser rompidos. Além do Rio, o também produtor Espirito Santo vai ser prejudicado com a nova divisão. Os outros 24 Estados e o DF, em compensação, lucram com a emenda Ibsen. Há uma forte expectativa para a área de Carioca, que pode ser a maior acumulação de óleo da área de Tupi, na Bacia de Santos Ag.Estado - A Petrobrás informou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) ter encontrado mais indícios de petróleo no pré-sal do bloco BM-S-9, na Bacia de Santos, onde estão localizadas as áreas de Carioca e Guará. A descoberta foi comunicada ontem à reguladora e publicada hoje no seu site. A Petrobrás ainda não divulgou informações sobre o assunto. O bloco BM-S-9 é operado pela Petrobrás (45%), em parceria com a britânica BG (30%) e a espanhola Repsol (25%). No local, por enquanto a Petrobrás só identificou o volume de reservas estimado para Guará, entre 1 bilhão e 2 bilhões de barris. Há uma forte expectativa para a área de Carioca, que pode ser, segundo analistas, a maior acumulação de óleo da área do polo de Tupi, na Bacia de Santos. Além de Carioca e Guará, já foram identificadas potenciais reservas num terceiro prospecto na área, de Abaré Oeste. Além dos já citados, o bloco BM-S-9 possui ainda os prospectos de Iguaçu, Complex, Tupã e Abaré. A Petrobrás não informou em qual destes prospectos foi identificada a nova reserva. Agencia Estado BRASÍLIA - O deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), autor da polêmica emenda sobre a divisão de royalties na exploração de petróleo, espera uma votação “simples” de sua proposta no plenário da Câmara nesta quarta-feira. “Cumprindo-se o acordo, a votação será simples e singela”, disse o parlamentar. “Descumprindo-se o acordo, será uma guerra parlamentar, mas estamos preparados para isso”, acrescentou. Ex-governadores Rosinha e Garotinho são acusados em ação do MP. G1 leia mais… A exemplo do que fez o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho em seu blog no dia 4 de março, a prefeita de Campos, Rosinha Mateus, criticou nesta quarta-feira (10) a ação do Ministério Público que levou a Justiça a decretar a quebra de sigilo bancário e o bloqueio dos bens dela e do ex-governador. Rosinha argumentou que já foi “livre de qualquer acusação por duas vezes”, acusou os promotores de atuarem de “má-fé” e disse estar convencida de que a motivação da denúncia do MP carioca é eleitoral. “Isso tudo está no blog do Garotinho. É uma matéria que nós já fomos livres de qualquer acusação por duas vezes. Insistentemente, os promotores estão trabalhando contra nós, não estão trabalhando para fazer justiça. Estamos representando cada promotor que está fazendo isso porque estão usando de má fé. Não me resta dúvida de que a ação é eleitoral. Então, estamos representando os maus promotores que estão fazendo isso. Pessoas que querem se beneficiar por estar no Ministério Público”, afirmou Rosinha. A prefeita de Campos, que também já governou o Rio de Janeiro, está em Brasília para participar do movimento de pressão organizado por prefeitos de municípios produtores da camada pré-sal. Acompanhados pelo governador Sérgio Cabral, os prefeitos participaram de uma audiência nesta quarta com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. Eles vieram pedir celeridade na análise do mandado de segurança que pede ao STF a decretação da ilegalidade dos dispositivos previstos no marco regulatório do pré-sal, em debate no Congresso, segundo o qual redistribui o modelo de partilha dos royalties do pré-sal a todo o país, de acordo com o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Garotinho “Os mesmos promotores da Tutela Coletiva da Capital, que armaram uma ação de improbidade administrativa contra Rosinha, e contra os quais, eu entrei com representação no Conselho Nacional do Ministério Público, estão preparando mais uma jogada. Convocaram uma entrevista coletiva para esta tarde, onde vão anunciar mais uma ação por improbidade administrativa contra mim e Rosinha. É tudo jogada política para repercutir amanhã, nos jornais. Duas ações semelhantes já foram propostas por esses mesmos promotores e foram extintas pela Justiça, por falta de base que as sustentasse. O destino da nova ação não será diferente. Eles sabem disso, mas querem fabricar manchetes, com o intuito de me prejudicar e bajular o governador Sérgio Cabral”, anotou Garotinho. Pedido do MP Ainda no mesmo dia 4 de março, a Justiça carioca aceitou liminarmente o pedido do Ministério Público, que denunciou 88 pessoas em uma ação civil pública por improbidade administrativa, e decretou a quebra de sigilo bancário dos réus. Entre eles os ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho. A juíza Mirella Letizia Guimarães Vizzini, da 3ª Vara de Fazenda Pública, aceitou o pedido de quebra de sigilo bancário dos acusados no período de junho de 2003 a dezembro de 2007. A Justiça também ordenou o bloqueio de todos os valores pertencentes aos réus disponíveis em instituições financeiras até o limite de garantia exigida. Foi determinado também o arresto de todos os bens dos réus, e o bloqueio das posições e transferências de ações dos denunciados até o limite da garantia exigida. As 88 pessoas citadas como réus na ação do Ministério Público – entre eles, Anthony Garotinho e Rosinha Mateus, ex-governadores do Rio – terão que, se condenados, devolver aos cofres públicos mais de R$ 176 milhões, além de pagamento de multas, caso a Justiça acate a denúncia apresentada pelos promotores. Recursos desviados para campanha Entre os réus, foram citados três ex-presidente da Cedae, dois ex-presidentes do Instituto Vital Brazil, o ex-secretário estadual de Saúde Gilson Cantarino e três ex-presidentes da Fundação Escola de Serviço Público. A ação foi ajuizada na segunda-feira (1º) e distribuída para a 3ª Vara de Fazenda Pública. O MP requereu, em caráter liminar, a quebra de sigilo bancário de empresa e o bloqueio de valores depositados nas contas dos 88 réus. Os promotores requerem ainda, no mérito da ação, o ressarcimento integral do dano ao patrimônio público e a condenação à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos ficais. O promotor afirmou ainda que todo o esquema foi rastreado nas investigações. “O que mais nos importou foi o caminho do dinheiro que foi todo ele pesquisado desde a sua origem, saindo dos órgãos públicos até determinadas contas bancárias, tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas e ONGs.” Esquema complexo, segundo o MP Segundo o promotor, o destino final do dinheiro atendia a diversas conveniências do grupo. “Muitos eram sacados na boca do caixa, em espécie, e outros (valores) depositados em contas de empresas que, comprovadamente, não exerciam nenhuma atividade empresarial”, garantiu. O promotor Vinicius Cavalleiro afirma que boa parte do dinheiro proveniente do esquema seria para financiar a pré-candidatura do ex-governador Anthony Garotinho pelo PMDB à Presidência da República, em 2006. “Do total que foi depositado, 90% do dinheiro eram dessas mesmas empresas que acabaram sendo contratadas pelas ONGs, que por sua vez foram contratadas pela Fesp.” Pelos cálculos estimados pelo MP, pelo menos R$ 600 mil teriam sido usados para esse fim. Os promotores que participaram da investigação disseram que possuem provas contundentes de envolvimento da ex-governadora Rosinha Garotinho. “Nós temos diversos depoimentos de pessoas, tanto ligadas às ONGS quanto aos órgãos públicos, que comprovaram que participaram de reuniões com a presença da então chefe do poder executivo e de seu marido, assim como também comprovamos que a partir de dois atos dela houve uma concentração incomum de poderes nas mãos do chefe, do poder executivo. Primeiro num decreto, que determinou que todas essas atividades de terceirização de serviços passassem pelo poder executivo, isso não é comum, e, num segundo momento, a alteração da atividade vinha sendo exercida através da Fesp. Ou seja, ela assinou um decreto alterando o seu estatuto. Fesp é uma fundação de serviços públicos que passou a terceirizar serviços”, completou. O que dizem os acusados pelo MP A assessoria de imprensa do ex-governador acrescentou que ele só se manifestará sobre o assunto por meio do seu site na internet. O superintendente Oscar Berro disse ao G1 que ainda não tomou conhecimento da denúncia do Ministério Público. A assessoria de imprensa da atriz Débora Secco informou que ela não foi notificada da decisão e que por isso não poderia se pronunciar. Disse ainda que não poderia falar pelo restante da família, mas acrescentou que nenhum deles tinha sido notificado.
Fonte: UOL.com
Fonte: Agência Brasil
O Globo BRASÍLIA (Reuters) – Incertezas voltaram a rondar nesta terça-feira a votação pela Câmara da polêmica emenda que altera as regras de distribuição dos royalties do petróleo. O destaque, apresentado ao projeto de lei que institui o regime de partilha na exploração da camada pré-sal, tem votação prevista para quarta-feira. Apresentada pelos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), a emenda propõe, com exceção da parte da União, que os royalties e participações especiais sejam rateados entre todos os Estados (50 por cento) e municípios (50 por cento) do Brasil, nos critérios do fundo de participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Nessa equação, Rio de Janeiro e Espírito Santo -hoje os maiores produtores brasileiros da commodity- levariam aos seus caixas muito menos do que argumentam ter direito. Por isso, a proposta gerou uma disputa entre Estados e municípios produtores e não-produtores. Nesta terça, alguns líderes partidários sugeriram que uma emenda aglutinativa fosse apresentada a fim de construir um texto que gerasse um acordo. Por enquanto, entretanto, a ideia não prosperou. O líder do governo na Casa, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que não apoiará a iniciativa. “Eu não patrocino nenhuma emenda aglutinativa. Patrocino o relatório do Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)”, destacou. Vaccarezza já admitiu que há o risco de a emenda de Ibsen e Souto ser aprovada, mesmo contrariando a determinação do Palácio do Planalto e os protestos dos Estados produtores. Influente parlamentar da bancada fluminense, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) desdenhou da proposta. “Não há acordo. Prefiro que vote logo essa emenda do Ibsen, porque o presidente Lula vai vetar”, comentou. Líder do PR na Casa, o deputado Sandro Mabel (GO) contou que haverá uma reunião entre parlamentares e prefeitos antes da votação. Na ocasião, adiantou, será dito que há risco de a emenda de Ibsen Pinheiro e Humberto Souto ser vetada por Lula ou gerar uma disputa judicial entre as unidades da federação. Por outro lado, argumenta Mabel, o benefício estaria assegurado com a aprovação do relatório de Alves. O clima pré-eleitoral dificulta o debate. “É o certo pelo duvidoso, mas a gente quer deixar nas mãos deles (prefeitos). Eu vou votar com os prefeitos”, disse Mabel. “Não há espaço para uma aglutinativa, a não ser que seja construída de última hora”, acrescentou. Para o líder do PSDB, João Almeida (BA), os interesses locais serão mais fortes do que a orientação dos partidos. “A turma está de rédea solta. Cada um está pensando no interesse do seu Estado.” A proposta que trata do regime de partilha é o único dos quatro projetos do novo marco regulatório do setor com votação ainda por se concluir na Câmara.
O prefeito Armando Carneiro e outros prefeitos da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) se encontraram com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (08/03), no Rio, durante comemoração do Dia Internacional da Mulher. A reunião foi agendada pelo governador Sérgio Cabral, que também esteve presente. Na ocasião, Lula tranqüilizou os prefeitos, garantindo que não haverá mudanças no atual modelo de partilha dos royalties do petróleo. De acordo com o presidente da República, existe um acordo entre ele e os líderes dos partidos que compõem a Câmara dos Deputados para manter o atual sistema de partilha dos royalties do pós-sal e fazer as mudanças somente para o pré-sal. Dando prosseguimento a agenda do movimento em defesa dos royalties do petróleo, o prefeito Armando Carneiro estará em Brasília, nesta quarta-feira (10/03) – acompanhado dos secretários municipais Ronaldo Costa (Governo) e Rodrigo Florencio (Comunicação) e de prefeitos da região norte fluminense e da Baixada Litorânea -, onde se reunirá com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, às 12h30. A audiência tem como objetivo, informar ao Supremo sobre a tramitação da proposta de emenda constitucional que prevê a redivisão dos royalties. Além do prefeito quissamaense, participaram do encontro com o presidente Lula, a presidente da Ompetro e prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, os prefeitos Carla Machado (São João da Barra), Riverton Mussi (Macaé), Mirinho Braga (Búzios), Carlos Augusto Baltazar (Rio das Ostras) e o prefeito eleito de Carapebus, Amaro Fernandes. Secom Quissamã Deu no Jornal O Globo Com Lula, Dilma e Cabral, vistoria a obras do Comperj ganha tom de campanha diante de 3 mil pessoas Durou sete minutos a vistoria do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff ao canteiro de obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. O presidente, Dilma e o governador Sérgio passaram, porém, duas horas no palanque montado pela Petrobras para assinatura de contratos. No Rio, numa festa popular paga pelo governo federal com Lula e Dilma, a secretária Benedita da Silva pediu votos para a ministra. (págs. 1 e 4) Lula, de novo, infla dados Foto legenda: Lula, com o governador, Sérgio Cabral e a ministra Dilma, durante a cerimônia de assinatura de contratos no Comperj, em Itaboraí. |
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