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Morre autor da Moça-flor

Jonnhy Alf em foto de Eduardo Anizelli.

Jonnhy Alf em foto de Eduardo Anizelli.

A bossa nova está de luto: um dos precursores do gênero, Johnny Alf, cantor, pianista e compositor, morreu ontem, aos 80 anos, em São Paulo, e será enterrado hoje, no cemitério Morumbi. Ele estava internado em estado grave no hospital Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo, onde tratava um câncer de próstata.

Alf era filho de uma empregada doméstica com um cabo do Exército, que morreu em 1932, no Vale da Paraíba, durante a Revolução Constitucionalista. O músico começou a estudar piano aos nove anos com uma professora que era amiga de uma das famílias para a qual a mãe dele trabalhava. O som de pianistas de jazz norte-americano, como Nat King Cole, George Gershwin e Cole Porter, logo o encantou, definindo seu caminho.

Alfredo José da Silva ganhou o apelido de Johhny Alf por sugestão de uma amiga americana, quando tocava e estudava inglês no Instituto Brasil Estados Unidos (Ibeu). E foi através do Instituto que Alf montou um clube para tocar jazz e a então bossa nova, divulgando suas composições e músicas de nomes como Frank Sinatra. Conciliando sua profissão de cabo do Exército com a de músico da noite, Alf fez sucesso na boate do hotel Plaza, em Copacabana, que tinha entre seu público nomes como João Gilberto, Tom Jobim, Carlos Lyra, João Donato e Dolores Duran.

Dividido entre o Rio de Janeiro e São Paulo, Jonhy Alf, que já foi tema de artigos do maestro Ethmar Filho, que escreve na Folha Dois às quintas,  fez diversos shows, gravou discos, mas, desde 1998 diminuiu o número de apresentações devido à saúde debilitada.

Ouça aqui o álbum “Diagonal”, de 1964, pela rádio Uol.

Johnny ao piano nos anos 60.

Johnny ao piano nos anos 60.

Estudo de caso: o conceito de amor

Só entre humanos. Até quando?

Só entre humanos. Até quando?

Não costumo começar o semestre letivo falando de amor, mas como minha fama pelos corredores, enquanto professora, não é das melhores, por causa dos textos pesados, etc, abri uma exceção. Escolhi para conversar com o primeiro período, na disciplina intelectualidade e mídia, a introdução do livro “Sobre o amor”, do filósofo Leandro Konder, que levanta questões a respeito do significado do sentimento e do conceito.

No início, a dificuldade de definir a palavra se mostrou inexistente: óbvio que amor é tesão, sentimento, alegria, perdão, felicidade, paixão… Mas, nem tão óbvia assim é a resposta a perguntas como “o amor é amor de qualquer jeito?”, ou seja, o que há em comum ao amor que temos pelo pai, pelo namorado, pelo cachorro, pela causa? Pronto, discussão iniciada. Depois de muito falar, analisar, ler dicionário, chegamos a uma conclusão provisória, que deu conta de que o amor é afeto/inclinação ao Outro, que nos completa em/colabora com nossa identidade.

Para pensar melhor melhor sobre essa definição, convidei os calouros a assistirem dois filmes que falam de amor, mas de maneira bem diferente: a animação Wall-E, de Andrew Stanton, da Pixar, que fala do romance entre dois robozinhos simpáticos, e o drama “Closer”, de Mike Nichols, filme seco feito calcário, que conta os encontros e desencontros de dois casais — médico e fotógrafa, repórter obituarista e stripper.

O resultado do debate e o comentário sobre os filmes serão postados aqui, abertos também ao leitor. Afinal, como falar de filosofia ou pensar o sentido das coisas filosoficamente sem antes pularmos um degrau acima do senso comum? Participem!

O que é amar mesmo?

O que é amar mesmo?

Orávio deixa Trianon

Gosto de Orávio gratuitamente. Acredito em sua competência, em seu conhecimento, na legitimidade de seu  olhar sobre a cultura, seja erudita ou popular. Acredito, também, que sua saída do Trianon tenha sido sofrida, já que ele, nascido e criado nas coxias, como sempre afirma, é um homem de sonhos, e com eles entrou lá, assumindo a parte de traz das cortinas. É doído não conseguirmos fazer o que queremos, quando queremos, do jeito que queremos, sejam quais forem as circunstâncias. Mas sei, também, que nem sempre o artista vira um bom burocrata. Os artistas transbordam a cena. Quero muito que o saber e as metas de Orávio se derramem em outras praias, mais generosas.

Palcos para trás.

Teatro para trás, mas sempre na veia.

Beber na fonte

Todorov: Leitura dos originais vale mais que teoria pura.

Todorov: Leitura dos originais vale mais que teoria pura.

Adoro a revista Bravo, da Editora Abril. É uma publicação completa na área de cultura, com matérias e críticas sobre artes plásticas,  literatura, música, dança, cinema e teatro. Na última edição, além da leitura sobre “A leiteira”, já publicada neste blog, a revista trouxe uma entrevista instrutiva com o filósofo e linguista Tzvetan Todorov, da Bulgária, naturalizado francês. Todorov é considerado um dos mais importantes pensadores do século XX. Na entrevista, ele foi convidado a falar sobre algumas idéias presentres em seu mais recente livro publicado no Brasil, “A Literatura em Perigo”, em que culpa a si e aos colegas, além da escola, de afastar os jovens da leitura de obras originais – dando lugar ao culto estéril da teoria. Confira e opine.

 

BRAVO!: Gostaria que o sr. falasse sobre o seu primeiro contato com a literatura quando criança, e como ela se transformou em uma paixão.

Tzvetan Todorov: Eu cresci na Bulgária durante a Segunda Guerra, quando quase ninguém vivia em Sófia, sob constante bombardeio. A maior parte da população vivia fora da capital, em apartamentos divididos por várias famílias. Dentro da coletividade em que habitávamos, havia um especialista em literatura. Foi ele que me ensinou a ler, antes que eu atingisse a idade escolar. Ele me incentivou a praticar a leitura nos livros infantis, e logo comecei a gostar dos contos populares. Apreciava especialmente as histórias dos irmãos Grimm e As Mil e Uma Noites. Essas obras faziam minha alegria. Eu já tinha um sentimento do enriquecimento pessoal que o contato com a ficção podia proporcionar.

Por que o contato com a ficção é tão importante?

Os livros acumulam a sabedoria que os povos de toda a Terra adquiriram ao longo dos séculos. É improvável que a minha vida individual, em tão poucos anos, possa ter tanta riqueza quanto a soma de vidas representada pelos livros. Não se trata de substituir a experiência pela literatura, mas multiplicar uma pela outra. Não lemos para nos tornar especialistas em teoria literária, mas para aprender mais sobre a existência humana. Quando lemos, nos tornamos antes de qualquer coisa especialistas em vida. Adquirimos uma riqueza que não está apenas no acesso às idéias, mas também no conhecimento do ser humano em toda a sua diversidade.

E como fazer para que as crianças e os jovens tenham acesso a esse conhecimento tão importante?

A escola e a família têm um papel importante. As crianças não têm idéia da riqueza que podem encontrar em um livro, simplesmente porque eles ainda não conhecem os livros. Deveríamos então ser iniciados por professores e pais nessa parte tão essencial de nossa existência, que é o contato com a grande literatura. Infelizmente, não é bem assim que as coisas acontecem.

Por quê?

Quando nós professores não sabemos muito bem como fazer para despertar o interesse dos alunos pela literatura, recorremos a um método mecânico, que consiste em resumir o que foi elaborado por críticos e teóricos. É mais fácil fazer isso do que exigir a leitura dos livros, que possibilitaria uma compreensão própria das obras. Eu deploro essa atitude de ensinar teoria em vez de ir diretamente aos romances, por que penso que para amar a literatura – e acredito que a escola deveria ensinar os alunos a amar a literatura – o professor deve mostrar aos alunos a que ponto os livros podem ser esclarecedores para eles próprios, ajudando-os a compreender o mundo em que vivem.

Ao comentar esse assunto no livro, o sr. fala em “abuso de autoridade”. Poderia explicar melhor?

É um abuso de autoridade na medida em que é o professor quem decide mostrar aos alunos o que é importante, com base em um programa definido previamente pelo Ministério da Educação. E isso é sempre uma decisão arbitrária. Não temos o direito de reduzir a riqueza da literatura. O bom crítico – e também o bom professor – deveria recorrer a toda sorte de ferramentas para desvendar o sentido da obra literária, de maneira ampla. Esses instrumentos são conhecimentos históricos, conhecimentos linguísticos, análise formal, análise do contexto social, teoria psicológica. São todos bem-vindos, desde que obedeçam à condição essencial de estar submetidos à pesquisa do sentido, fugindo da análise gratuita.

Como conciliar esse desejo de liberdade num sistema em que o professor tem que atribuir notas, como ocorre no Brasil e na França?

Acredito que o essencial é escolher obras literárias que sejam, por sua complexidade e temas, acessíveis à faixa etária a que se destinam. Cabe ao professor mostrar o que esses livros têm de enriquecedor para os alunos, levando em consideração a realidade deles. O importante é não ter medo de estabelecer pontos em comum entre o presente dos alunos e do sentido dos livros.

O escritor italiano Umberto Eco fala que o livro, ao lado da cadeira, é o objeto de design mais perfeito criado pela humanidade. Num momento em que se questiona isso, o senhor vê futuro para o livro?

É verdade que hoje lemos muito diante da tela, mas não acho que o livro vá desaparecer. Ele estabelece uma relação de possessão e de interiorização que nós não podemos estabelecer com algo tão imaterial quanto o texto na tela do computador. Claro que eu mesmo, quando busco uma referência, o faço facilmente diante da tela. Mas se eu desejo me embrenhar em um livro, se eu quiser me render a seu interior, é preciso que seja com o objeto “livro”. A isso ele se presta maravilhosamente.

O LIVRO
A Literatura em Perigo, de Tzvetan Todorov. Difel, 96 págs., R$ 25.

 

 

Temporada de espetáculos

É tão bom quanto temas uma agenda cheia de coisas boas. Olha essa do Sesi, com destaque para o espetáculo sobre Clarice Lispector.

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Leitura de “A leiteira”

A revista Bravo, da Editora Abril, publicou uma leitura interessante do quadro “A leiteira”, famosa obra do holandês Johannes Vermeer, pintada entre 1657 e 1658.  A publicação explica que o quadro “retrata com abundância de detalhes uma camponesa preparando mingau de pão. Para o observador de hoje, a cena dificilmente passa a ideia de sensualidade. Mas interpretações recentes sugerem que, no século 17, o quadro tinha um discreto viés erótico”.

Como estudante de Artes fiquei surpresa, porque essa lição passou batida na faculdade. Mas, vamos lá:

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É campeã!

Aqui na Redação ficamos todos na expectativa do fim da votação, já que o resultado do Carnaval do Rio será a capa de amanhã. E deu o que o Estandarte de Ouro anunciou: Unidos da Tijuca, que aconselhou: “Se quiser tentar desvendar o que está acontecendo diante de seus olhos, não esqueça de que nem tudo o que se vê é o que parece ser. E se conseguir decifrar o que está por trás, não revele o segredo. Deixe-se levar pelo inesperado e surpreenda-se! No Carnaval, você pode descobrir como são mutáveis as certezas que temos sobre o que vemos”. Sábias palavras, porque foi gestando esse enredo “no sapatinho” que a agremiação levou o prêmio de campeã do Carnaval 2010. Um ano de pesquisas, estudos, reflexões sobre o andamento dos personagens da história da Humanidade.

399,9 dos 400 possíveis.

299,9 dos 300 possíveis.

Luz na passarela, que lá vem ela!

Grávida de quatro meses, a rainha da bateria da Unidos da Tijuca, Adriane Galisteu, não abandonou o posto que ocupa há 12 anos em diferentes escolas, embora tenha se poupado no samba no pé por medida de segurança, e brilhou na Sapucaí com fantasia que fazia lembrar os anos 30, em uma homenagem aos mafiosos e suas reuniões secretas e códigos de honra — destaque para a bateria, cujos integrantes, vestidos com ternos pretos, fizeram parada na Avenida para que um carro antigo passasse, com “italianos” armados.

— Sou rainha porque desfilar me deixa feliz, embora dê uma grande dor de cabeça e pese no bolso. Ano passado, paguei as lentes de contato especiais da comissão de frente e este ano dei as camisas da bateria. No meu caso, ainda pago toda uma equipe, alimentação, transporte e minha fantasia. Não é barato participar ativamente, mas amo tudo isso — declarou à imprensa na véspera do desfile, lembrando que completa este ano 15 anos de avenida.

Adriane Galisteu na Sapucaí.

Adriane Galisteu na Sapucaí.

Carnaval do Rio

Unidos da Tijuca

Unidos da Tijuca

Indicativo dos favoritos dos desfiles de Carnaval em cada ano, o prêmio Estandarte de Ouro, troféu criado pelo jornal O Globo, em 1972, premiou a Unidos da Tijuca como melhor escola de samba de 2010, mas foi a Vila Isabel que mais levou estandartes, em um total de quatro: enredo, com “Noel: a presença do poeta da Vila”; ala, a Bloco Faz Vergonha; mestre-sala, Julinho; e porta-bandeira, Ruth. Segundo o júri do jornal, o melhor samba-enredo foi o da Imperatriz Leopoldinense: “Brasil de todos os deuses”, de Jeferson Lima, Flavinho, Gil Branco, Me Leva e Guga. Já a melhor bateria foi a da Portela, do mestre Nilo Sérgio, e a melhor ala das baianas, segundo o Estandarte de Ouro, foi a do Salgueiro. Entretanto, a Beija-Flor e a Grande Rio também detêm a preferência popular e de carnavalescos, tendo causado frisson na Avenida.

Atualmente, o Estandarte de Ouro premia a melhor escola do Grupo Especial, samba-enredo, bateria, puxador, enredo, personalidade, revelação, ala, ala de baianas, passista feminino, passista masculino, comissão-de-frente, porta-bandeira, mestre-sala, samba-enredo do Grupo de Acesso A e escola do Grupo de Acesso A.

O Carnaval no Rio de Janeiro começou no domingo, com o desfile da União da Ilha do Governador, atual campeã do grupo de Acesso. No mesmo dia, desfilaram Imperatriz Leopoldinense, Unidos da Tijuca, Viradouro, Salgueiro, a grande campeã do ano passado, e a Beija-Flor. Ontem, atravessaram a Sapucaí a Mocidade Independente de Padre Miguel, Porto da Pedra, Portela, Grande Rio, Vila Isabel e Mangueira. A apuração oficial começa amanhã às 15h. As fotos são da Agência O Dia.

Vila Isabel

Vila Isabel

Carnaval de SJB: escândalo

Nossa repórter Geisy Panisset cobriu o Carnaval em SJB ontem à noite. Veja o que ela escreveu e confira as fotos.

Representante da Congos num show de cor e simpatia.

Representante da Congos num show de cor e simpatia.

“São João da Barra se entrega à “Folia, Tradição & Alegria” do carnaval 2010. A avenida Joaquim Tomás de Aquino Filho, onde passam carros, deu espaço aos carros alegóricos e passistas da “Congos” e “Chinês”, no último domingo, decorado com a temática do Chacrinha. Antes das escolas a criançada ocupou a passarela do samba com o bloco “Molecada”, com aproximadamente 700 componentes de desde 13 a 2 anos. Antes das agremiações, passaram ainda pelo caminho do “velho guerreiro” os blocos do “Botafogo”, com cerca de 600 foliões, e do “Vasco”, com 500, de acordo com dados da assessoria da secretaria de turismo.

“Congos”, põe o coração na avenida literalmente, buscando relacionar a escola ao amor, e convida: “vem no ritmo do amor que o show vai começar”. De cara, a comissão de frente mostra a teoria egípcia que o coração seria o órgão mais importante do corpo. Embora errôneo, o raciocínio era até bem fundamentado, pois é o coração que bombeia o sangue e quando pára, a pessoa é dada como morta.

O primeiro carro alegórico esbanjou glamour. A riqueza da sabedoria do Egito não poderia ser mais bem representada. O segundo carro trouxe um faraó dominando o sol, que é o símbolo da sapiência para os egípcios. Destaque para o efeito especial das labaredas de fogo que saiam do cetro. Em seguida, vieram três alas: na primeira meninas, na segunda garotas e, por fim, as baianas, que trouxe a rainha do carnaval 2009 de Campos. “É muito diferente, ano passado vim apenas com um ‘tapa sexo’ e agora com esse monte de pano. Com essa saia mal poderei mostrar meu samba no pé”, confessa Fabiane dos Santos, 30 anos.

O próximo carro trouxe o homem e a máquina, onde um robô tem um coração. O casal de mestre-sala e porta-bandeira deu um show à parte. A bateria em perfeita harmonia veio vestida com o uniforme da seleção brasileira que, sem dúvida, é paixão nacional.

Até Michael Jackson foi flagrado assistindo discretamente o desfile em meio à multidão. Nem o problema técnico do som atrapalhou o desfile, pelo contrário, o público aplaudiu e começou a cantar o samba-enredo, embalando a escola por alguns minutos, até o som se restabelecer.

Por fim, a velha guarda veio escoltada pelo último carro que trouxe o próprio “Congos” como amor sanjoanense.

E para provar que a vida imita o vídeo, o “Chinês” fez a festa na avenida trazendo o enredo “Luz, câmera, emoção: cinema, a sétima arte”. “Se eu fosse você eu admitia a supremacia aqui em São João. É de enlouquecer a minha bateria, ‘Chinês’ é o sonho de uma noite de verão”.

A comissão de frente trouxe um carro abre-alas intitulado “Os primórdios do cinema” uma viagem ao tempo das imagens em preto e branco com seu sapateado.

Uma figura de patins passeou pelas primeiras alas, entre dois carros, brincando com o público e deixando todos na dúvida se seus movimentos eram ensaiados ou coreografados.

A escola fez um passeio pelas várias fases da telona no carnaval de São João da Barra. O cinema nacional também ganhou enfoque na segunda alegoria retratando personalidades como Carmem Miranda, relembrando as chanchadas e revivendo clássicos como “O pagador de promessas” e o “Cangaceiro”, com o qual o carnavalesco pretende fazer uma alusão à região Nordeste tão presente, segundo ele, no cinema do Brasil.

Com os musicais, o terceiro carro alegórico homenageou o cinema infantil. O destaque vai para o épico “O mágico de Oz”. O futurismo esteve presente em obras como “E.T” e “Robocop”. Os grandes filmes premiados e todo o glamour que envolve a festa do Oscar também foram lembrados no quinto carro alegórico, que trouxe como destaque nada mais, nada menos que Marilyn Monroe na famosa cena do vento que levanta sua saia.

A escola amarela e verde quis que o seu samba funcionasse também como outra alegoria, já que ele cita nome de filmes que não estão representados nas cinco carros alegóricos. Mas isso não seria possível se não fosse a bateria em perfeita harmonia com os puxadores do samba. Os ritmistas vieram após a ala das camisas. As crianças também mostraram que já tem samba no pé e deram um show na avenida.

A escola optou por qualidade e não por quantidade, pondo na avenida apenas uma baiana, em vez de uma ala.

A banda D-B8 se encarregou de fechar a noite com chave de ouro. De cima do trio eles colocaram todo mundo para dançar até os primeiros raios de sol da segunda-feira derem o ar da sua graça. 

Paixão de todos

Em mais um episódio da rivalidade que embala o carnaval de São João da Barra, as escolas de samba Congos e Chinês voltarão à avenida Joaquim Thomaz de Aquino Filho na terça-feira. As duas agremiações desfilaram também no domingo e o bis já é uma tradição do calendário da folia no município.

Sobre o desfile, Fernando Lobato, um dos carnavalescos do “Congos”, disse ter ficado muito satisfeito com o resultado da avenida. “Simplesmente perfeito. Superou todas as nossas expectativas. Mais um ano de tarefa cumprida”, declara, lembrando que faz parte de uma equipe há quatro anos, junto com Geraldo Branco e Tiago Tatu.

O mestre de bateria da “Congos”, José Luiz, conta como foi alinhar 100 ritmistas em perfeita harmonia.

— Começamos os trabalhos em janeiro, mas apesar do pouco tempo, demos nosso melhor. Os ensaios foram tranqüilos. A maioria dos componentes é experiente, mas também entraram muitos. Uns ajudavam aos outros, mas todos com o mesmo objetivo de dar seu melhor na avenida — declarou.

O “Chinês também não deixou por menos . “Este ano, estamos prometendo o melhor carnaval de todos os tempos. Estou virado há 48h para dar a São João da Barra um espetáculo inesquecível. Trabalharemos até a última hora”, conta Gil Wagner Miranda, há seis anos carnavalesco do “Chinês” e que acumula também a função de mestre sala.

O mestre de bateria, Roberto Fernandes Martins, revela que os trabalhos começaram em janeiro. “Ensaiar esses 65 ritmistas não foi difícil, pois a vontade de fazer o melhor pelo ‘Chinês’ na avenida fez com que todos se empenhassem”. ”

A melhor foto: o ET do Chinês em uma homenagem ao cinema.

A melhor foto: o ET do Chinês em uma homenagem ao cinema.