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Quem foram os prefeitáveis de Campos mais e menos lidos na Folha Online?

Folha Online 1

 

 

Se a corrida pela Prefeitura de Campos pudesse ser medida pelo interesse que as entrevistas dos seis candidatos na geraram aos leitores da Folha Online, site mais lido em Campos e no interior do RJ, os resultados seriam um pouco diferentes do que apontaram as últimas pesquisas de opinião registradas (aqui, aqui e aqui) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a sucessão de Rosinha Garotinho (PR).

 

Entrevista de Pudim feita em 22 e publicada em 23 de agosto (Foto de Michele - Folha da Manhã)

Entrevista de Pudim feita em 22 e publicada em 23 de agosto, foi a mais acessada entre os seis candidatos a prefeito de Campos (Foto: Michele Richa – Folha da Manhã)

 

Bem verdade que pode não por critério de intenção de voto, mas do interesse natural pelo ex-aliado que deserta e passa a atacar o grupo que seguiu por mais de 30 anos. Todavia, a entrevista que mais gerou interesse do leitor foi (aqui) a de Geraldo Pudim (PMDB). Somados os 2.215  acessos que a matéria teve na Folha Online no dia 23, em que foi publicada, mais os 1.024 do dia seguinte (24), a sabatina de Pudim somou 3.239 visualizações.

 

Entrevista de Rafael Diniz feita em 25 e publicada em 26 de agosto (Foto: Michelle Richa - Folha da Manhã)

Entrevista de Rafael Diniz feita em 25 e publicada em 26 de agosto, foi a segunda que mais gerou visualizações na Folha Online (Foto: Michelle Richa – Folha da Manhã)

 

Em segundo lugar, ficou a entrevista de Rafael Diniz (PPS). Publicada (aqui) no dia 26, teve nele 1.619 acessos, acrescidos aos 636 do dia seguinte (27), totalizando 2.255 visualizações. Em terceiro veio  Caio Vianna (PDT), cuja entrevista (aqui) somou 1.599 visualizações nos dois primeiros dias — 889 no dia 27 e 700, no dia 28.

 

Entrevista de Caio Vianna (à dir.) feita no dia 25 e publicada dia 27, foi a terceira em visualização na Folha Online do jornal (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)

Entrevista de Caio Vianna (à dir.) feita no dia 25 e publicada dia 27, foi a terceira em visualização na Folha Online do jornal (foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Em quarto ficou Rogério Matoso (PPL), que teve a entrevista (aqui) acessada 775 vezes no dia 24 e 390, no dia 25, somando 1.165 visualizações. A quinta colocação coube (aqui) a Nildo Cardoso (DEM), com 990 visualizações nos dois primeiro dias — 615 no dia 25 e 375, no dia 26.

 

Ao lado do vereador Paulo Hirano (PR), a entrevista dada Chicão foi a que menos gerou acessos entre as seis publicadas na Folha Online (Foto de Michelle Richa - Folha da Manhã)

Ao lado do vereador Paulo Hirano (PR), a entrevista dada Chicão foi a que menos gerou acessos entre as seis publicadas na Folha Online (Foto de Michelle Richa – Folha da Manhã)

 

A entrevista que menos gerou interesse do leitor da Folha Online foi a do candidato governista, Dr. Chicão (PR). Bem verdade que, embora a edição impressa dos jornais de domingo costume ser sempre a mais lida, o fenômeno é inverso nas versões online. Isto ressalvado, a sabatina de Chicão, publicada (aqui) no domingo de ontem gerou, por enquanto, apenas 864 acessos — 595 no dia 28 e 260, até agora, neste dia 29.

 

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Outras palavras — Aristides Soffiati será o novo blogueiro da Folha Online

Anunciar um novo blog, hospedado na Folha Online, feito por alguém que escreve como colaborador da Folha da Manhã desde o nascimento do jornal, em 1978, é missão inglória, pela impossibilidade de paridade. Tanto pior se o antigo colaborador e novo blogueiro, nos 38 anos de espaço entre as duas lidas, acabou assumindo neste interregno o papel de raro mestre vivo na formação intelectual errática e autodidata de quem escreve sobre ele.

Bem, o fato é que o professor, historiador, ambientalista, escritor e crítico de cinema Aristides Soffiati faz na próxima quarta-feira, dia 31, sua estreia oficial como novo blogueiro da Folha Online. Pensar nas contribuições ao pensar virtual da cidade, a partir daquele que considero seu maior intelectual vivo, é se espraiar por um horizonte amplo de planície. Nas suas próprias palavras, o que é e será Soffiati, meu capitão, em “Outras Palavras”:

 

Soffiati - Outras palavras

 

Escrevo na Folha da Manhã desde seu primeiro número, em 1978. Atualmente, publico um artigo a cada domingo e um na última sexta-feira de cada mês. Fora eventuais críticas de cinema às terças-feiras.

Como disponho de mais tempo hoje, escrevo constantemente sobre assuntos os mais diversos, como problemas regionais, problemas ambientais, ciências, política e cultura. Esses escritos são mais longos que os jornalísticos e ilustrados. Não são artigos para jornal impresso, mas também não são artigos acadêmicos, que, atualmente, só escrevo quando convidado.

Decidi desenvolver cada vez mais uma linguagem acessível ao público leigo, ao mesmo tempo jornalística e pedagógica. Comecei minha vida de colaborador escrevendo em jornal de papel. Hoje, estamos na época da informática. Quero me voltar para esta nova mídia. Assim, nada mais natural que eu tenha um blog. Pela minha história com a Folha, nada mais natural que ele esteja hospedado neste jornal que me acolheu desde seu primeiro número.

Por enquanto, colaboro eventualmente com jornais eletrônicos. Com este blog, concentrarei toda a minha produção nele.

 

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Pequena Sawanna precisa da doação de sangue e plaquetas no HFM

Jornalismo é utilidade pública, tanto quanto a solidariedade é a única coisa capaz de nos salvar enquanto espécie. Não por outros motivos, segue abaixo o apelo por doação de sangue e plaquetas para a pequena Sawanna Araújo, de apenas 7 anos. Quem quiser ajudar, basta comparecer ao Hemocentro do Hospital Ferreira Machado (HFM), dar o nome da criança e informar que ela está internada na Beneficência Portuguesa, para fazer a sua doação.

Abaixo, a foto de Sawanna e o apelo da sua mãe, Lena Souza, feito aqui, na democracia irrefreável das redes sociais:

 

A pequena Sawanna Araújo (Foto: reprodução)

A pequena Sawanna Araújo (Foto: reprodução)

 

URGENTE!!! Mais uma vez venho pedir ajuda de vcs a Sawanna precisa urgente de sangue e plaquetas estamos desde de ontem a espera dessas plaquetas e até o momento não veio, amigos pelo amor de Deus é uma criança q precisa e tem muita vontade de viver e uma mãe desesperada sem saber a quem recorrer , a quem pedir 😢😢😢 é de extrema urgência se a Sawanna não tomar essas plaquetas ainda hoje ela corre risco de vida e de dar hemorragia, DEUS toca no coração de cada um que ver esse pedido e faça com que vão doar 😢😢😢 Deus vai honrar com que ele prometeu FILHA . TODOS POR SAWANNA. Para doar basta ir ao Ferreira Machado dar nome dela Sawanna Araújo.

 

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Como escolher quem vai governar Campos a partir de 2017?

Velho conhecido de data recente, o cientista político George Gomes Coutinho sugeriu no correr da semana que as entrevistas com os seis candidatos a prefeito de Campos, encerradas hoje, com a publicação da sabatina ao governista Dr. Chicão (PR), tivessem seus links reunidos numa única postagem, para facilitar o acesso, leitura e comparação entre todas. Conversei com os jornalistas Arnaldo Neto, Suzy Monteiro e Alexandre Bastos, camaradas em armas nesse desgastante, mas importante trabalho desenvolvido durante a semana, e todos aquiesceram com a ideia.

Não por outro motivo, seguem abaixo os links das entrevistas com Geraldo Pudim (PMDB), Rogério Matoso (PPL), Nildo Cardoso (DEM), Rafael Diniz (PPS), Caio Vianna (PDT) e Chicão. Por ordem definida em sorteio, foram respectivamente publicadas na Folha da Manhã nas últimas terça (23), quarta (24), quinta (25), sexta (26) e sábado (27), além de hoje, no domingo (28).

 

 

http://www.fmanha.com.br/politica/pudim-garante-oposicao-ate-o-fim

 

Entrevista de Pudim feita em 22 e publicada em 23 de agosto (Foto de Michele - Folha da Manhã)

Entrevista de Pudim feita em 22 e publicada em 23 de agosto (Foto de Michele – Folha da Manhã)

 

 

http://www.fmanha.com.br/politica/sempre-fui-contra-o-governo

 

Entrevista de Rogério Matoso feita em 23 2 publicada em 24 de agosto (Foto: Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)

Entrevista de Rogério Matoso feita em 23 e publicada em 24 de agosto (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

 

http://www.fmanha.com.br/politica/oposicao-2-turno-dira-quem-e

 

Nildo, entrevistado hoje na Folha (Foto de Michelle Richa - Folha da Manhã)

Entrevista de Nildo Cardoso feita no dia 24 e publicada em 25 de agosto (Foto: Michelle Richa – Folha da Manhã)

 

 

http://www.fmanha.com.br/politica/acabar-com-a-politica-do-odio

 

Entrevista de Rafael Diniz feita em 25 e publicada em 26 de agosto (Foto: Michelle Richa - Folha da Manhã)

Entrevista de Rafael Diniz feita em 25 e publicada em 26 de agosto (Foto: Michelle Richa – Folha da Manhã)

 

 

http://www.fmanha.com.br/politica/papel-de-ilsan-sera-o-de-mae

 

Caio Vianna (à dir.) entrevistado ontem (25) na Folha, para a edição de amanhã (27) do jornal (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)

Entrevista de Caio Vianna feta em 25 e publicada em 27 de agosto (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

 

http://www.fmanha.com.br/politica/legitimo-para-dar-continuidade

 

Ao lado do vereador Paulo Hirano (PR), Chicão foi entrevistado ontem (26) no jornal (Foto de Michelle Richa - Folha da Manhã)

Entrevista de Dr. Chicão feita em 26 e publicada em 28 de agosto (Foto: Michelle Richa – Folha da Manhã)

 

 

Com o placar da cobertura das eleições aberto oficialmente na linha de frente pela editoria de política, a partir da próxima terça (30), a bola volta ao meio de campo, onde cada uma das demais editorias da Folha dedicará, diariamente, uma página inteira às propostas de cada um dos seis candidatos, para cada área do governo municipal. Cada uma dessas propostas será contrastada (aqui) pela série de princípios levantados pelo jornal, junto a especialistas de cada setor, em matárias diárias publicadas entre 13 setembro de 2015 e 03 de janeiro de 2016.

O resultado desse árduo trabalho de quase quatro meses foi entregue (aqui) na Folha, em cópia impressa e digital, a todos os representantes dos então pré-candidatos a prefeito, em 7 de janeiro, véspera do aniversário de 38 anos do maior jornal de Campos e do interior do Estado do Rio de Janeiro. Agora, ponto a ponto, será o momento de ver o que foi aproveitado desses princípios, apontados por especialistas aos mais diferentes segmentos da administração pública, nas propostas de quem quer comandá-la a partir de 1º de janeiro de 2017.

Entre 30 de agosto a 25 de setembro, uma página da Folha será diariamente dedicada à análise das propostas de cada um dos candidatos a prefeito de Campos. Depois destas serem esgotadas, no dia 26, será iniciada a publicação da última rodada de entrevistas pessoais com os seis postulantes à sucessão de Rosinha Garotinho (PR), em ordem novamente sorteada, cuja série será encerrada em 1º de outubro, sábado de véspera das urnas do primeiro turno.

A decisão de escolher o próximo governante da cidade é difícil e só sua, leitor. Mas, ciente do seu papel de ágora da sua sociedade, desempenhado com orgulho há quase quatro décadas, a Folha tem trabalhado euxastivamente para que sua decisão, na hora do voto, possa ser o mais fundamentada possível.

 

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Fabio Bottrel — O Carnaval da Vida

 

Sugestão para escutar enquanto lê: José Siqueira – Oração aos Orixás.

 

 

 

 

 “Carnaval”, de Hector Bernabo Carybe

“Carnaval”, de Hector Bernabo Carybe

 

Os poros se ouriçaram enquanto os pelos arrepiavam ao primeiro toque dos pés na avenida, as mãos dançaramcom o movimento dos braços suave como uma onda, acariciando o vento frio e solitário do carnaval fora de época. No meio do sambódromo a batida firme dos pés pobres era o grito de resistência contra o extermínio de sua cultura e consciência, queriam dobrá-la, mas jamais conseguiriam, Oyá olhará, seu coração não caberá no peito imenso que baterá nessa avenida. Um clarão do reflexo da sua fantasia vermelha lhe ofuscou os olhos, enquanto abaixava a cabeça para se concentrar ouviu a voz forte do puxador no carro de som em homenagem a seu avô Candelô…

 

***

 

18 Anos Atrás

— Garcinha, minha netinha, não corra tanto, vai machucar se cair.

— Vovô Candelô, quero muito escutar aquela música que o amigo do sinhô fez po amor. – Falei po meu vovô assim qu’elhepegô o violão na mão fazendo aqueles sons bonitos que só saem do violão quando elhe bota a mão.

— Vai vovô! Canta, canta! Que meus ôvidinhos fica igual pranta condo bate vento de tão forte que chega arrancar as folhas! – Meu vovô sorriu pa mim, todo mundo conhecia meu vovô, era o Seu Candelô, todo mundo falava do vovô como se fala d’uma pessoa muito importante, daquelas que tem inté carro gande. Teve um dia qu’elhe foi inté falar prum monte de gente que usava roupa nova e sapato de borracha, e todo mundo ficôquetopa escutarelhefalar dos papais delhe, que são meus depois-de-vô, que vieram lá de longe, de Luanda, num lhugarqu’iscuto sê Angola, mas sempre pensei que fosse argola. Sempre vejo vovô chorar condo lembra dessas coisa que num deve de sê tão boa.

— Canta vovô Candelô! Canta que meus ôvidinhos num guenta mais esperar! – Vovô mexia tão suave no violão que parecia qu’esse negócio de madeira era gente e condo abriu a boca pa cantar, ah meus ôvidinhos, que vontade d’iscutá!

— Por favor, não leve embora meu amor…

Ah, senhor…

Eu piso nessa terra com Iansã

 

Meu amor, não leve embora por favor…

Ah, senhor…

Minha cultura resiste a dor faz manhã…

 

 

***

 

Sentiu uma lágrima escorrer dos olhos ao escutar na voz do puxador os primeiros versos de amor em timbre de seu avô Candelô. A bateria esquentava atrás de si enquanto a pele tremia pela fantasia, haviam roubado do carnaval até mesmo o calor, deixando apenas esse cinza dor no peito do céu sem esplendor. Enquanto escutava a lembrança de seu avô, levantou os braços tão suaves e abriu a noite com um sorriso salgado em lágrimas preenchidas de amor, Oyá olhará, mãe do entardecer verá sua filha hoje majestade reinará,cantaria a todos o famoso sambista: tirem os sorrisos do caminho que a rainha passará com a sua dor.

Escutou o sinal tocar, era hora de desfilar, sua beleza hoje jamais terá fim. A comissão de frente enfrenta o frio abrindo o coração vazio da cidade sequestrada, Garcinha dá o primeiro passo firme balançando todo o seu corpo de belezas sublimes, era os olhos da avenida, a menina de Oyá, olhará, orixá teu pai, seu sorriso são águas de Atafona abraçando o mar…

 

***

 

5 Anos Atrás

 

O ar se soltava das bolhas sobre as espumas brancas iluminada pelas estrelas sobre a noite negra espelhada no mar de Atafona, de longe eu observava o estalar das águas, a fantasia brilhante do oceano feita pelos reflexos da lua, rainha da natureza. Ali eu via muito mais do que o olho podia, ao lado minha família corria com vestidos brancos tão brancos como se as nuvens do céu estivessem na terra, ao meu lado corria a vida, cada tela da passarela, nesse ano novo iemanjá há de se encantar, a escola criada por vovôCandelô já se consagrou merecedora. Pedimos com força por favor, seja a detentora, por favorvenha com amor.

Enquanto no terreiro eu ajudava a fazeras fantasias meu avô Candelô ao lado já não aparentava tão bem, tossia muito, tosse muito aguda, das que preocupa a gente. Ele gostava mais do jeito que eu falava quando criança, quando ainda não havia me adaptado a essa colônia mental e preservava o linguajar da tribo do vovô, ele dizia: o certo é bicicreta e não bicicleta, é pranta e não planta, esquecer as raízes de nossa língua seria perder nossa identidade e nossa história para ser igual esses bobos colonizados até na alma.Enquanto trabalhávamos ele me falava de cada peça explicando a cultura de sua tribo, cada orixá e a importância de sempre lembrá-los.

Em toda a minha existência vovô Candelô sonhou que eu conduzisse a escola como rainha de bateria, dizia desde que eu era criança a majestade minha será coroada na avenida. Eu sempre gostei da ideia, cresci olhando o sorriso de belas mulheres admiradas por todos enquanto ostentavam coroas de escolas tão belas quanto elas, dançando com os braços levantados e de movimentos tão suaves que eu percebia os olhares acompanhando cada passo e brilharem a cada sorriso delas. Era ali que o meu povo era feliz gritando Candelô na quadra imaginada por vovô, ali toda a comunidade se tornava família e quando aproximava o carnaval dávamos duro, eu desde criancinha ajudava nas fantasias e aprendia sobre a história do meu país e do meu povo cada dia mais para nunca me perder de quem sou.

Enquanto eu pregava os apetrechos na ala do navio negreiro vovô apertou o peito forte com cara de quem tinha muita dor, corri procurar ajuda enquanto gritava muito alto por socorro, logo conseguimos levá-lo para o hospital, mas ele quase não respondia mais…

 

***

Garcinha desfilava com passos firmes, sambava com a consciência erguida e via aala em sua frente representar os orixás e a religião do povo escravizado nessa terra, e enquanto passava em frente ao camarote construído com o dinheiro do povo que estava na arquibancada, viu a prefeita da cidade desbotada pelo tempo virar o rosto para as suas divindades e sua cultura, era mais uma mazela evangélica perpetuada desde os sofrimentos dos indígenas na colonização. Garcinha sentiu no peito todo o sofrimento imposto por essa gente a fim de desmantelar a sua cultura na avenida em meio a uma obra de centena de milhões retirados do seu povo, que recebeu mixarias para desfilar, ainda tinha de suportar tal desrespeito.

— Não se importe com isso, rainhaGarcinha, essa gente não merece ver nem os pés das divindades de quem construiu esse país com a vida. – Disse seu amigo que animava a escola ao lado e percebeu uma leve distração da rainha Garcinha.

A escola passou bela como ela só, passou pelas fotos no outdoor exaltando gente de fora enquanto os maiores símbolos do carnaval da cidade estavam ali na avenida. Aquele foi o último desfile de seu Candelô, na ala da velha guarda o avô de Garcinha seguia de cadeiras de rodas empurrado pelos amigos que ajudaram a erguer a escola e a construir a cultura popular manifestada naquele momento. Cantou até onde a voz deixou o seu próprio samba, sorriu sem perna bamba, vibrou como nunca e ao final a felicidade o tomou por completo, pois havia vivido para ver Garcinha se tornar rainha.

 

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Chicão trabalha para ganhar no 1º turno, mas também para união no 2º

Ouvido ontem (26) pela equipe de jornalismo político da Folha, o candidato governista a prefeito Dr. Chicão (PR) terá sua entrevista publicada na edição de amanhã (28).  Ele fechará primeira rodada de sabatina dos candidatos pelo jornal, aberta por Geraldo Pudim (PMDB), que trouxe depois Rogério Matoso (PPL), Nildo Cardoso (DEM), Rafael Diniz (PPS) e Caio Vianna (PDT). Respectivamente, confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Com o principal reservado à edição deste domingo da Folha, tenha uma prévia abaixo daquilo que de mais importante falou Chicão na entrevista:

 

Ao lado do vereador Paulo Hirano (PR), Chicão foi entrevistado ontem (26) no jornal (Foto de Michelle Richa - Folha da Manhã)

Ao lado do vereador Paulo Hirano (PR), Chicão foi entrevistado ontem (26) no jornal (Foto de Michelle Richa – Folha da Manhã)

 

— Tivemos importantes avanços na educação, saúde, infraestrutura. Naturalmente minha imagem será linkada como o de candidato do governo que trouxe esses avanços.

— Vamos trabalhar para ganhar no primeiro turno. Se não der, vamos tentar a união no segundo turno. Trago esse hábito de ouvir do pediatra. Aqueles que quiserem se aliar ao nosso projeto serão bem vindos. Sou do diálogo, da paz.

— A escolha (do candidato governista) não foi de Rosinha, não foi de Garotinho, mais foi do conselho dos partidos coligados, dos vereadores, dos representantes de bairros e distritos. Nós fomos escolhidos por unanimidade.

— Sou o Chicão da paz, sim; do diálogo, sim; da proposição, sim. Não existe espaço para nenhum revanchismo. As pessoas querem ver propostas, querem ver o diálogo do governo com a Câmara, com a sociedade civil organizada.

— Meu governo será essencialmente técnico para enfrentar este momento de crise, com 11 milhões de desempregados no país.

— O momento é de vencer as eleições. Não discuto cargo com ninguém, nem discutirei num segundo turno. Não há  vagas em negociação. Usarei das pessoas o que eles têm de melhor.

— O problema da saúde é nacional. Está presente em todas as grandes capitais brasileiras. E piora com a crise, quando as pessoas vão perdendo seus planos de saúde e migrando para o SUS (Sistema Único de Saúde).

— Não estou na saúde agora. Eu sempre estive. Eu sou vice-prefeito há (quase) oito anos e sempre estive na saúde, mesmo quando Paulo Hirano (ao seu lado) era o secretário.

— A informatização é a solução para as filas na saúde. A marcação de consulta tem que ser feita pelo celular. Por isso é tão importante o acesso à internet pelo projeto Cidade Digital, oferecendo cobertura digital plena para a cidade, sobretudo nos serviços públicos essenciais.

— Depois do leite materno, a vacinação é a melhor maneira de se prevenir as doenças. E a cobertura vacinal que nós trouxemos para Campos é exemplo em todo o Brasil.

— Todo mundo quer ser candidato de um governo de sucesso. Dr. Hirano e Fábio Ribeiro (ex-pré-candidatos a prefeito) são coordenadores de campanha. Meu pai sempre me ensinou que temos que ter paz dentro de casa para termos paz na rua.

— Mauro Silva é um irmão que eu tenho. Mauro Silva é o Chicão 2.

— Não sei se cola ou não cola (o discurso de “volta das oligarquias”), mas é uma realidade.

— A mudança já aconteceu. Na campanha, vi os candidatos de oposição falando em manutenção do programa de passagem a R$ 1,00, de creche modelo, de escola modelo, de Cheque Cidadão, de habitação.

— Às vezes, a pessoa pode ser mais nova, mas com ideias e ideais antigos. Como as pessoas mais experientes podem vir para ajudar a construir o novo. Temos as ideias e as ações. As ideias precisam ser concretizadas.

—  A situação do PSB (que trocou e destrocou de comando, saindo de Caio para Chicão, antes de voltar para Caio) está na Justiça.

— Auditorias são importantes e pretendo fazê-las frequentemente, até para controle interno.

 

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Caio Vianna: “não se pode querer governar com gosto de sangue na boca”

Sabatinado ontem (25) à tarde pela equipe de jornalismo político da Folha da Manhã, o candidato a prefeito do PDT Caio Vianna terá sua entrevista publicada na edição de amanhã (27) do jornal. Dará continuidade à sequência iniciada com Geraldo Pudim (PMDB), Rogério Matoso (PPL), Nildo Cardoso (DEM) e Rafael Diniz (PPS), respectivamente aqui, aqui, aqui e aqui.

Com o mais forte do que disse Caio reservado ao leitor da Folha de amanhã, confira abaixo outros os principais trechos da entrevista:

 

 

Caio Vianna (à dir.) entrevistado ontem (25) na Folha, para a edição de amanhã (27) do jornal (foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)

Caio Vianna (à dir.) entrevistado ontem (25) na Folha, para a edição de amanhã (27) do jornal (foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

 

— Não tivemos um racha na minha família, foi um processo democrático, onde cada um escolheu um lado diferente.

— O eleitor de João Peixoto (PSDC) e Gil Vianna (PSB) ainda não tem conhecimento que o primeiro me apoia e o segundo é meu vice. Isso vai acontecer agora, durante a campanha.

— Campos precisa ser pacificada. Conheço e respeito todos os candidatos (a prefeito).

— O problema de Campos não é dinheiro, é de gestão.

— Qual o tipo de experiência que Caio Vianna precisa ter?  Se for para guiar pessoas, ela se reflete nesse imenso arco de alianças que temos hoje. Não quero a experiência que outros têm. Não quero experiência em Lava Jato, em deixar faltar remédios nos postos de saúde.

— O que está sendo feito, de fato, com o dinheiro do empréstimo da “venda do futuro”? Precisamos saber.

— Campos precisa priorizar seus gastos. Lógico que calçamento é importante, mas remédio para o povo é muito mais.

— A gente não pode querer governar com gosto de sangue na boca. Este governo (Rosinha Garotinho) teve avanços, como a passagem a R$ 1,00. Isso tem que ser mantido, mas aprimorado.

— Não podemos aceitar esse clima de guerrilha. Antes, esse candidato (Geraldo Pudim) pintava Garotinho como Deus e Arnaldo como Demônio. Hoje, já inverteu tudo. Amanhã, o que ele vai dizer do povo de Campos?

— A divisão da oposição só favorece a um grupo político.

— O fim da indicação política para diretor de escola e chefe de posto de saúde tem que ser discutida antes com as categorias profissionais e com a população que recebe os serviços.

 

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Pesquisa com Chicão, Rafael e Caio empatados aponta segundo turno

Ponto final

 

 

Pergunta óbvia, resposta fácil

Por que até agora nenhum instituto ligado ao governo Rosinha Garotinho (PR) divulgou nenhuma pesquisa sobre a disputa da Prefeitura de Campos? Ganha um Cheque Cidadão de R$ 200,00 quem responder: porque nenhuma das consultas feitas sob encomenda governista agradou ao marido e secretário e marido da prefeita, Anthony Garotinho (PR), cada vez mais afastado do seu objetivo de tentar liquidar a fatura no primeiro turno.

 

Chicão, Rafael e Caio empatados  

Além do Precisão — cuja ressurreição foi prometida, mas ainda não publicamente consumada —, o instituto local DataViu fez, na semana passada, a pesquisa mais recente à sucessão de Rosinha. Nela, o candidato governista Dr. Chicão (PR) liderou as intenções de voto em empate técnico com os jovens oposicionistas Rafael Diniz (PPS) e Caio Vianna (PDT). E, se Geraldo Pudim (PMDB) liderou mais uma vez a rejeição, veio seguido de Chicão no índice negativo.

 

Um universo de distância

A menos de 40 dias das urnas de 2 de outubro, o resultado coloca um universo de distância entre o garotismo e sua vitória em turno único. Por isso mesmo, a pesquisa não foi divulgada, apesar de registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A consulta também confirmou que, embora o governo Rosinha tenha melhorado sua imagem, segue mal avaliado pelos campistas, num retrato próximo ao desenhado (aqui) neste mesmo mês pelo instituto Pro 4.

 

Viu? Só na Folha!

Realizada e contratada pela empresa P. R. Barbosa Mídia e Publicidade Ltda, a pesquisa ouviu 500 campistas entre os dias 17 e 18 de agosto. Registrada no TSE com número de protocolo RJ-00290/2016, quem assinou como estatístico responsável foi Augusto da Silva Rocha. O que você, leitor, ainda não havia visto dos seus resultados, vê agora nesta coluna de opinião da Folha da Manhã.

 

Publicado hoje (26) na Folha da Manhã

 

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Viu Chicão, Rafael e Caio à frente na sucessão de Rosinha?

Quem não viu, vai ver

 

 

Na última pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela disputa à Prefeitura de Campos, Dr. Chicão (PR), Rafael Diniz (PPS) e Caio Vianna (PDT) ficaram tecnicamente empatados nas intenções de voto, seguidos à distância por Geraldo Pudim (PMDB), Nildo Cardoso (DEM) e Rogério Matoso (PPL).

Realizada e contratada pela empresa P. R. Barbosa Mídia e Publicidade Ltda, a pesquisa ouviu 500 campistas entre os dias 17 e 18 de agosto. Registrada no TSE com número de protocolo RJ-00290/2016, quem assinou como estatístico responsável foi Augusto da Silva Rocha.

O que você, leitor, ainda não viu dos seus resultados, confira daqui a pouco na Folha.

 

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Guilherme Carvalhal — O eleito

 

Carvalhal 26-08-16

 

 

As loas do público diante do palanque da cerimônia de posse. Faixas estampando seu nome e a retumbante vitória no primeiro turno. Soldados armados, uns formando o cordão de isolamento, outros preparados para a salva de tiros. “Nunca nos decepcionará”, eis o lema escolhido pelo público, exposto em faixas, camisas e bandeira.

Os jornais alardearam: o presidente para nos livrar da crise. Uma liderança natural, nascida com o tino do controle, de chamar a responsabilidade para si. Não vacila em momentos de dificuldade, não cede à pressão da oposição. Sabia ouvir e aceitar opiniões diversas, mas tomava as decisões conforme seu senso de correção. Passava longe da demagogia e nunca traía sua palavra.

Para o eleitorado, ele remetia a toda simbologia desejada pela cultura popular. Nasceu na classe média, formou-se na faculdade, falava bem e tinha uma bela família. Passava ao mesmo tempo o ar de modernidade e de humildade. Conversava com qualquer pessoas, de qualquer classe, sem preconceitos. Abraçava pedreiro, vendedor de lanchonete, dona de casa, eletricista, dentista, médico, dono de loja, juiz e sempre dialoga de igual para igual. Demonstrava inteligência e empatia, recebia as palavras de cada um com prazer. O aposentado disse que o ganho era pouco e ele explicava as alternativas para melhorar, o empresário questionava a quantidade de impostos e ele, com coerência, apontava as dificuldades de uma correção para baixo tendo em vista as obrigações fiscais do Governo. Não prometia o impossível, discursava serenamente e isso convencia.

Em suas funções anteriores, ele obteve excelente resultado nas pesquisas de opinião, além de cumprir metas objetivas. Em seus dois mandatos como Governador foi responsável pela melhora do rendimento na educação, pela maior universalização da saúde e pelo fomento ao crédito via parceria público-privada, o que aumentou a produção e reduziu desemprego. Como senador aglutinou propostas de setores diversos da sociedade, de crianças a idosos, homens e mulheres, conquistando sua marca de representante de todas as categorias.

Daí as crescentes expectativas. Diante da inflação e do desemprego galopantes, todos desejavam um bom presidente. Reconheceram nele essa pessoa, um tipo ideal, alguém imbuído de encaminhá-los ao progresso, de assumir a vanguarda dessa marcha. Isso explicou os 70% de votos obtidos e a presença massiva da população, com bandeiras e cornetas querendo assistir quando receber a faixa.

Quando anunciaram sua presença nas caixas de som, o povo todo se empolgou. Gritavam seu nome a plenos pulmões, ávidos pelo início de sua era. Concretizavam um sonho com o tão esperado presidente. O bom presidente. O que jamais os decepcionará. Ele subiu ao palanque vindo de trás, passando pela guarda. Ignorou os muitos partidários, quebrando parte do protocolo. Todos riam e ele manteve seu semblante fechado, destoando do que apresentou durante a campanha.

Foi à frente do palco. Tomou o microfone com suas mãos trêmulas e suadas, o suor nunca visto antes. Encerrou sua participação com uma simples palavra:

— Renuncio.

 

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