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O filme queimado de Garotinho

cara de pau“Mas é engraçado que (…) tenta jogar todos os governadores e prefeitos no mesmo saco, porque todos estão enfrentando crises. Ora, uma coisa é a crise econômica do país e a queda do preço do petróleo, que afetou os royalties. Porém, no (…) a pior crise é a do governo pelo caos nas contas públicas, pela dívida contraída antes da crise econômica, pela irresponsabilidade fiscal de (…) e (…), pela improbidade nos contratos e isenções fiscais, pela farra de mordomias com o dinheiro público. (…) ainda vai ficar pior na foto, mas não pode culpar ninguém a não ser ele(a) próprio(a) e (…), que arrasaram com as contas do (…)”

Para o campista, que vê um governo municipal de orçamento bilionário, mas aparentemente falido, tentando vender na Bolsa de Nova York as receitas futuras da cidade, seria muito fácil completar com os nomes da prefeita Rosinha Garotinho (PR), do seu marido e secretário de Governo, Anthony Garotinho (PR), e do governo municipal de Campos dos Goytacazes, aquilo que foi suprimido entre parênteses no texto acima. No entanto, o texto foi escrito, ou pelo menos assinado pelo próprio Garotinho, e publicado aqui em seu blog, para tratar do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), do ex Sérgio Cabral (PMDB) e do Estado do Rio de Janeiro.

Como exemplificou recentemente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando a presidente Dilma Rousseff (PT) quis jogar para antes da ascensão do PT ao poder, em 2002, a origem da corrupção federal trazida a furo pelo Petrolão, quando se contrapõem os atos administrativos e financeiros do governo Rosinha ao texto de Garotinho sobre Pezão, não é difícil se chegar por analogia à mesma cara de pau do punguista da anedota, que bate sua carteira, enquanto sai gritando “pega ladrão!”.

 

 

Violão, fogueira e poesia no luau em homenagem a Neivaldo no Pontal

Cerca de 30 pessoas se confraternizaram ontem no Pontal de Atafona, após o pôr do sol, no Bar do Júnior, no luau organizado em homenagem a Neivaldo Paes Soares, o “Bambu”, de 56 anos, desaparecido desde 21 de junho na foz do rio Paraíba do Sul. Violão, poesia e muitas, muitas histórias ouvidas e contadas em torno da fogueira, compuseram a beleza da noite de lua crescente e céu estrelado, espraiada sobre o encontro das águas do Paraíba com o Atlântico. Por volta das 20h, o ator Yve Carvalho interpretou dois poemas da peça “Pontal”, encenada no verão de 2010, no bar de Neivaldo no Pontal, antes de ser destruído pelo avanço do mar. Depois, Élvio Paes Soares, o “Estranho”, irmão de Neivaldo, distribuiu rosas vermelhas, que foram atiradas na mesma foz de rio em homenagem a quem, navegando nela, foi visto pela última vez.

Abaixo, alguns registros feitos pela repórter-fotográfica Michelle Richa:

 

Neivaldo - luau homenagem 25-07-15 (1)

 

 

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Neivaldo - luau homenagem 25-07-15 (32)

 

 

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Artigo do domingo — Campos tem solução sem os Garotinhos

 

Solução

 

 

Economistas e analistas políticos Wilson Diniz e Ranulfo Vidigal

Economistas e analistas políticos Wilson Diniz e Ranulfo Vidigal

Por Wilson Diniz e Ranulfo Vidigal

 

Surge na Espanha, nova proposta de uma esquerda consciente que ao chegar ao poder aplica políticas que atendem às demandas da sociedade em uma nova ordem mundial de queda da atividade econômica, sem gerar choques de classes sociais, entre as elites e os segmentos dos mais pobres que mais sofrem os efeitos das crises e dos desgovernos corruptos que se apoderam do poder e saqueiam os cofres públicos.

Na Espanha, nascem duas estrelas políticas oriundas dos movimentos sociais. As prefeitas de Madri, a juíza aposentada, Manuela Carmena, 71, e de Barcelona, Ada Colau, 41, eleitas há cinco semanas, revolucionam o sistema político espanhol. Elas, líderes dos movimentos dos indignados — com a Espanha em recessão com mais de 50% os jovens desempregados e suas famílias sendo despejadas, sem poder de pagar a casa própria. As duas prefeitas, ao assumirem os cargos, colocaram em prática um amplo programa de reformas de saneamento das finanças e se aproximarem de todas as classes sociais.

Manuela e Ada, nos primeiros dias de seus governos, cortaram seus salários em 75%, reduziram os gastos com a Câmara dos Vereadores, eliminaram mordomias do secretariado e acabaram com a farra dos automóveis utilizados pelos funcionários públicos. As duas andam a pé, de bicicleta e no seu próprio carro nas ruas de Madri e de Barcelona.

Quando analisamos a administração dos Garotinhos na cidade de Campos, o caos financeiro e de gestão propaga-se em todos os segmentos do poder público. Com discurso populista, provinciano e cheio de rótulos e clichês, enganam a população ao permitir a desindustrialização da cidade e a redução do emprego formal. O ilusionismo impera com suas políticas de Cheque Cidadão, de distribuição da tarifa social nos transportes, do programa Morar Feliz, de colocar 1.714 funcionários com gratificação e da contratação de mais de 6.000 trabalhadores terceirizados. No lugar poderíamos ver políticas estruturantes visando criar empregos e políticas sociais progressistas como a de Manuela e a de Ada.

Mais grave ainda, a atual atriz coadjuvante que comanda a cidade de Campos tenta impor um arriscado endividamento em dólar, escondendo o fracasso da gestão e o caos financeiro colocando a culpa na crise da queda do preço do petróleo. Ludibria a população de baixa renda que recebe esmolas via programas sociais, tornando-os reféns do jogo político e do caciquismo eterno, dependentes dos cofres da Prefeitura para sobreviver. Em contrapartida, desestimula o lado empreendedor da cidade contrariando a tendência vigente em São João da Barra e Macaé.

Contudo, Campos passa por momento político histórico ímpar. Chega o momento que as classes sociais — média e alta — devem se unir ao sentimento popular, na forma de um projeto único para salvar a sociedade das mãos da gestão da prefeita que quebrou a cidade.

A oposição fragmentada e sem projeto de união, com vários candidatos, pode colocar a população nos bancos dos réus, caso não chegue a um candidato de consenso. É preciso cuidado com falsas candidaturas de oposição, clonadas no berço da família que protagonizou o modelo venezuelano na cidade.

O novo prefeito que será eleito em 2016, não precisa ser como Manuela e Alda, pois os movimentos sociais campistas não passam por quem é de direita ou de esquerda, mas pela coalizão com a sociedade, o Estado e a União.

Campos só terá solução de políticas públicas se implantar, por exemplo, o Orçamento Participativo; cortar mordomias de carros para secretários; ser administrada com o máximo de 12 secretarias; criar a função do agente comunitário local; transformar o cheque Cidadão em Bolsa Escola; acabar com o subsídio para empresários de ônibus; fazer o Carnaval fora de época com artistas locais; reduzir de R$ 600 milhões para R$ 250 milhões os gastos na conta Administração, cortar 40% dos gastos em obras públicas ‘faraônicas’, priorizar a Saúde, e finalmente elevar as despesas da Educação que é de R$ 350 milhões, para 30% dos gastos das contas públicas como teto mínimo.

Campos têm solução e jeito, mas é preciso superar a decadente oligarquia que tentou fazer da cidade mero trampolim para o secretário de Governo retornar o Palácio Guanabara. Concluindo: que a oposição marche unida com apoio da sociedade e da imprensa pode acabar com essa oligarquia familiar que nasceu há 30 anos.

 

Publicado hoje (26/07) na Folha da Manhã

 

 

Pezão: “Quando chegar a hora, todos saberão quem terá o meu apoio”

Evasivas. Em um adjetivo podem ser definidas as respostas do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) às perguntas encaminhadas e respondidas por e-mail, tratando da atuação política do chefe estadual do Executivo na definição deste poder, em outubro do próximo ano, nos 92 municípios fluminenses, mais especificamente em Campos e Macaé. Econômico nas palavras, Pezão caminhou ao largo das eleições para começar e terminar falando que sua principal preocupação é não permitir que o Estado do Rio naufrague na crise econômica do Brasil administrado pela presidente Dilma Rousseff (PT), reeleita com o seu apoio em 2014. Sobre a posição do seu PMDB para Campos em 2015, se limitou a dizer que “nenhuma decisão será tomada ou anunciada unilateralmente”. Isso na mesma semana em que o deputado Geraldo Pudim (atual PR) foi lançado (aqui) como candidato do PMDB a prefeito de Campos, pelo presidente estadual de legenda e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, “um grande parceiro do governo do Rio” nas palavras de quem governa.

 

Pezão 2

 

Folha da Manhã – No último dia 13, o senhor se reuniu (aqui) com o deputado estadual Comte Bittencourt (PPS) e o vereador Rafael Diniz (PPS), aos quais teria garantido sua atuação na eleição a prefeito de Campos, assim como seu apoio nesta a alguém que o tenha apoiado no município a governador. Aí vem Picciani e diz, em nome do PMDB, que o candidato do partido à sucessão de Rosinha Garotinho (PR) será o deputado Geraldo Pudim. E aí?

Luiz Fernando Pezão – Ainda é cedo para falar da corrida às prefeituras. Estou dedicado ao reequilíbrio financeiro, buscando medidas criativas para vencer a crise que se abateu sobre todos os estados. Minha grande preocupação agora não são as eleições municipais, mas encontrar caminhos para garantir emprego e renda para a população de todos os municípios.

 

Folha – Na reunião com Rafael, além dele, o senhor teria citado os nomes do vereador Nildo Cardoso (PMDB), do deputado estadual João Peixoto (PSDC) e do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT). Vê mais alguém? E como enxerga Pudim, que apoiou o secretário de Rosinha Anthony Garotinho (PR) e o senador Marcelo Crivella (PRB) a governador?

Pezão – A política fluminense tem grandes nomes. Quando chegar a hora, todos saberão quem terá o meu apoio.

 

Folha – Em entrevista à Folha, publicada no último domingo (19), Picciani bancou Pudim candidato do PMDB a prefeito de Campos. Repercutindo a posição, Rafael disse (aqui): “Quanto a nomes para 2016, assim como Picciani parece ter seu preferido, nossa oposição saberá, com a orientação do governador Pezão, escolher o melhor para essa disputa”. Na sua visão, qual o melhor nome? E o melhor “padrinho”?

Pezão – O PMDB é um partido de governabilidade. Nenhuma decisão será tomada ou anunciada unilateralmente. Quando chegar o momento certo, vamos anunciar nosso apoio.

 

Folha – Também na repercussão à entrevista de Picciani, a grande maioria dos leitores se manifestou (aqui) descrente na ruptura entre Pudim e Garotinho, considerando o primeiro como um plano B, uma espécie de Cavalo de Tróia do segundo. O eleitor está errado ao pensar assim? Por quê?

Pezão – Essa pergunta precisa ser feita ao deputado Pudim e ao ex-governador Garotinho.

 

Folha – Na última quarta (22), em outra reunião (aqui) com Comte, para fechar a estratégia estadual de alianças entre PMDB e PPS, Picciani disse: “Mas lá (em Campos) a eleição é em dois turnos. O que não for possível unir no primeiro turno poderá ser feito no segundo”. É possível que o governador e o presidente da Alerj andem separados em Campos, no turno inicial a prefeito, reunindo-se só no final?

Pezão – Como eu disse anteriormente, o PMDB é um partido de governabilidade. Nenhuma decisão será tomada ou anunciada unilateralmente.

 

Folha – Outra definição dessa costura entre PPS e PMDB foi o apoio do primeiro a Dr. Aluízio, prefeito macaense pré-candidato à reeleição pelo segundo partido. Ainda que os objetivos principais da reunião tenham sido as prefeituras do Rio e São Gonçalo, qual a importância hoje de Macaé e Campos no cenário político estadual?

Pezão – Não perco minha alma municipalista. Estou à frente de um governo estadual e todos os meus programas são voltados para os municípios. Temos diversas ações onde o estado repassa recursos para prefeituras, independentemente de quem votou em mim ou não, se é do meu partido ou não. Mantenho parcerias com os 92 municípios do Rio de Janeiro. Todas as cidades têm importância no cenário político do estado.

 

Folha – Como muitos analistas já observaram, há uma disputa entre o senhor e Picciani dentro do PMDB e do próprio Estado do Rio, na condição de chefes do Executivo e do Legislativo? Daqui até 2016 (e 2018), como essa aparente queda de braço pode interferir no destino campista, macaense e fluminense?

Pezão – O deputado é um grande parceiro do governo do Rio. Aprovamos, desde janeiro, cinco leis econômicas na Assembleia Legislativa do Rio. Todas essas leis são importantíssimas para o que o Estado supere a crise econômica brasileira.

 

Publicado hoje (26/07) na Folha da Manhã

 

 

 

Poema do domingo — E nos embriagamos de mistérios

Segundo Freud (1856 /1939), um homem é sempre seu pai. Ou porque o confirma, ou porque o nega. Nessa desconstrução da figura paterna pelo pai da psicanálise, questionando o status quo através da arte, o jornalista Martinho Santafé, campista radicado há anos em Macaé, tem baseado a poesia que produz há mais de 50 anos. Vencedor de um FestCampos de Poesia e um Festival da Petrobras de Poesia, Martinho teve reconhecimento como poeta tanto na cidade natal, quanto naquela que adotou. Também pintor, cujo trabalho ilustra a postagem, seus versos que o blog escolheu vão direto ao cerne da inspiração desse artista multifacetado e irrequieto, navegando a confluência das águas entre o rio Paraíba do Sul e o Macaé, sempre “embriagado de mistérios”. Na busca desse “cobertor/ que afasta os nossos frios”, aqueçamos o domingo…

 

 

Pintura Martinho

Técnica mista (acrílica, guache, colagens, resíduos naturais…) sobre MDF

 

 

 

Pai

 

Em que rio estará o nosso Pai?

 

N’alguma grota úmida

dos canaviais?

Atrás do sol, dos bambuzais?

 

Em que noites estarão

as nossas inquietações?

Na calma encoberta

por instigantes canções?

Na estrada deserta

que leva a outras estradas?

No conceito sereno

de que tudo é nada?

 

Com quantos paus

construiremos nosso Pai?

 

É Pai mesmo?

Um helicóptero?

Um espelho?

A estação do trem?

Um cobertor que afasta

os nossos frios?

 

Em que mares,

em que florestas

existe um pássaro

chamado Pai?

Em que mesa

sentaremos um dia

quando o Sol não aparecer

e a medida da vida se perder?

 

Levaremos flores?

Choraremos néon?

Acreditaremos em Deus?

Existe existe?

A palavra existe?

Se não, por que insiste?

 

E nos embriagamos de mistérios…