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Crítica de cinema — Lei de Talião

 

 

Bagdá Café

 

 

sniper americano

 

 

Mateusinho 4Sniper americano — Em uma guerra, não há certezas. A necessidade de cumprir o trabalho em nome de um país recai sobre os soldados, independentemente de seus pontos de vista e convicções. O número de mortos evidencia a dedicação em combate, mas não denigre a imagem do atirador, transformado em herói de seu povo. Mas os que acompanham as batalhas apenas pela intermediação de relatos, principalmente jornalísticos, nem sempre compreendem os reflexos de um campo de guerra sobre os que lá vivem e sobrevivem.

Com abordagem mais humanizada, ainda que apresente também as tradicionais cenas sangrentas de guerra, Sniper Americano oferece uma perspectiva diferenciada da realidade dos confrontos a partir das reminiscências de Chris Kyle, cuja vida e personalidade são modificadas pela experiência como militar na guerra do Iraque, na qual lutou por cerca de mil dias, para defender o seu país, os Estados Unidos. O filme dirigido por Clint Eastwood é baseado no livro American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U. S. Military History, de Kyle.

O longa-metragem, que conquistou somente a estatueta de Melhor Edição de Som do Oscar, retrata o confronto e dramatiza a história do homem considerado o maior atirador norte-americano, responsável oficialmente por cerca de 160 mortes durante o combate. “A Lenda”, como ficou conhecido Kyle, era tido como o salvador dos seus conterrâneos e colegas combatentes pelo seu desempenho e cuidados com o próximo.

No entanto, a referência à aptidão indiscutível do sniper, vivido por Bradley Cooper, torna-se secundária diante dos dramas pelos quais passa o personagem. O até então cowboy troca a fúria de touros pela de armas ao descobrir, por meio de um noticiário, ataques à embaixada americana em diferentes países. Em aproximadamente duas horas, o espectador acompanha a degradação psicológica de Kyle, diretamente proporcional ao seu reconhecimento como um dos mais importantes SEALs da Marinha dos Estados Unidos.

Natural do Texas, Kyle abandona sua cidade para ingressar nas Forças Armadas e proteger o país dos terroristas que o ameaçaram nos meses anteriores ao atentado ao World Trade Center. Após sua decisão, conhece Taya Renae, com quem se casa. Na festa em comemoração à união, Keyle recebe a ordem para ir ao Iraque em combate.

Ao se confrontar com a crueldade da guerra, opta por encarar friamente os dias de trabalho, nos quais deve cumprir o que lhe foi mandado: matar; eliminar os inimigos e defender a sua pátria. Mecanicamente, aperta o gatilho em direção a mulheres, crianças e todos os que representam perigo a si próprio e aos companheiros americanos. Mas, paulatinamente, são notadas as mudanças na personalidade do atirador. Kyle abandona leveza e a jovialidade características, dando lugar a um temeroso homem de barba, cujas tensões são perfeitamente vislumbradas nas expressões endurecidas de Cooper, valorizadas por opções de enquadramento com planos fechados nos olhos, rosto e movimentos do ator.

A violência crescente de Kyle demonstra os transtornos causados pelas experiências vivenciadas e observadas no Iraque, em um cenário de destruição, entre corpos feridos e mutilados, mortos e destroços de casas e prédios, acentuando ainda mais a dicotomia entre Iraque e Estados Unidos. As cenas que se passam no continente americano são caracterizadas por maior claridade e nitidez em oposição à escuridão da realidade iraquiana, na qual prevalece a Lei de Talião: “olho por olho, dente por dente”, conforme se pode verificar na cena em que um delator é assassinado a sangue frio, junto a seu filho, que é torturado e morto, transpassado por uma furadeira, publicamente.

Mesclando os dramas dos campos de batalha e conflitos pessoais, Sniper Americano não pode ser considerado apenas um filme de guerra, mas também um longa-metragem com forte teor psicológico e dramático capaz de absorver o público, transferindo-o plenamente para o mundo real adaptado por Eastwood, apesar de repetir a fórmula batida de evidenciar estratégias de batalhas sanguinárias e atos atrozes americanos como corretos, nobres e heroicos.

 

Mateusinho viu

 

Publicado hoje na edição impressa da Folha Dois

 

Confira o trailer do filme:

 

 

 

 

 

Se Dilma e Levy não se acertarem, 200 milhões de brasileiros pagam a conta

Levy e Dilma

 

 

Elio Gaspari

Jornalista e escritor Elio Gaspari

A dupla Dilma-Levy

Por Elio Gaspari

 

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ri demais e fala demais. A doutora Dilma zanga-se demais e fala de menos. Levy ainda não completou 90 dias no cargo e já se viu na constrangedora situação de reverter uma afirmação depois de ser publicamente repreendido pela chefe. O pior é que ambos tinham razão: a amplitude das desonerações tributárias foi uma “brincadeira” e sua expressão foi “infeliz”. Noutra ocasião Levy foi levado a uma acrobacia semântica, esclarecendo que a economia não sofrerá uma “recessão”, mas uma “contração”. (Em qualquer época, o Planalto tem horror a essa palavra. Em 1974 a censura baixou uma ordem tornando “terminantemente proibidas” quaisquer referências “relativas a recessão econômica, ainda que hipotéticas”). Até hoje se pode ouvir a gargalhada de Mário Henrique Simonsen ao saber dessa proibição.

As situações em que Levy se atrapalhou são despiciendas porque ainda não refletem grandes diferenças de fundo. Se a doutora quiser que ele cante tangos numa Unidade de Terapia Intensiva, quem pagará a conta serão os brasileiros. Nos últimos 50 anos, presidentes e ministros da Economia dançaram a mesma música em apenas quatro ocasiões, com as duplas Lula-Palocci, FH-Malan, Médici-Delfim e Castello Branco-Roberto Campos. O preço dos desarranjos e dos ministros-fantasmas foi a maior crise econômica da história do país.

Se o comissariado e o doutor Levy ficarem num jogo de gato e rato, ambos perderão. Entre as atribuições do ministro da Fazenda está a de animador de auditório. Alguns titulares, como Guido Mantega, tiveram desempenhos patéticos. Outros, como Pedro Malan, funcionaram como maestros, regendo charangas de sábios. Levy mostrou que é um mau animador. Ora exagera no economês, ora escorrega num coloquialismo de banqueiro bem-humorado.

Tudo isso não tem grande importância diante das dificuldades das contas nacionais e do esforço que será necessário para recolocá-las nos trilhos. Enquanto Lula deu mão forte a Antonio Palocci, seu governo teve rumo na economia. A situação de Levy é outra. O compromisso da doutora com sua agenda é uma dúvida. O do comissariado petista é quase uma certeza negativa.

Apesar de tudo, o ministro da Fazenda já conseguiu impedir que a conta das concessionárias de energia fosse para o Tesouro, avançou na brincadeira das desonerações e está fechando o cofre. Ainda falta muito. O repórter Vinicius Nader informa que as grandes empresas metidas na Lava-Jato estão solicitando empréstimos de US$ 10 bilhões do BNDES. (Cerca de US$ 3 bilhões para a Sete Brasil.) São os ectoplasmas dos “campeões nacionais”. Os interesses que alavancam esses pedidos supõem que o doutor Luciano Coutinho, presidente do banco, seja aparentado com a Casa de Saud. O rei Salman, cujas contas vão melhor que as da doutora, comemorou sua ascensão ao trono distribuindo algo como US$ 32 bilhões aos súditos sauditas. Fez isso de acordo com a metáfora do economista Ricardo Paes de Barros, jogando o dinheiro de helicóptero. O problema de Levy é que o chamaram para tomar dinheiro dos contribuintes, com o propósito de cobrir buracos criados pela banda saudita do governo.

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

 

Apertem os cintos — Renan e Cunha culpam Dilma por seus nomes na lista do Petrolão

Confúcio

 

 

Jornalista e escritor Merval Pereira

Jornalista e escritor Merval Pereira

A lista de Janot

Por Merval Pereira

 

As atitudes hostis do presidente do Senado, Renan Calheiros, em direção ao Palácio do Planalto são reflexos diretos da certeza de que seu nome está na lista de Janot de políticos envolvidos na Operação Lava-Jato. Renan, e também Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, estão convencidos de que houve o dedo do governo, com a atuação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, através da Polícia Federal, para incriminá-los com o objetivo de fragilizar o Congresso e dividir as atenções neste momento de crise que o país atravessa.

Como as investigações devem prosseguir até o fim do ano, pelo menos, teremos um Congresso em ebulição pressionando por uma solução política para um caso policial. Mas é um engano imaginar que o fato de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir investigações sobre os políticos envolvidos na Operação Lava-Jato, em vez de já fazer denúncias, como no mensalão, significa um retrocesso ou é sinal de que se arma uma grande pizza no STF.

Acontece que no mensalão as investigações foram feitas durante as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), e o então procurador-geral Antonio Fernando de Souza apresentou denúncias ao Supremo com base nelas. No petrolão, apesar da série de delações premiadas, as investigações se aprofundarão agora, quando o relator do processo, ministro Teori Zavascki, autorizá-las, provavelmente a partir desta sexta-feira, ao mesmo tempo em que liberará o sigilo para que a lista seja revelada.

Ao contrário do que a maioria imaginava, inclusive eu, o fato de a delação premiada ser homologada pelo STF não significa que o delator forneceu provas de que está dizendo a verdade. A homologação apenas atesta que os ritos legais foram atendidos no processo de delação premiada, mas será durante as investigações que as informações dadas serão checadas, cruzadas com outros fatos, eventuais planilhas ou documentos fornecidos pelos delatores — que serão analisados —, para que se forme um quadro conclusivo.

A delação, por si só, não pode servir de prova contra ninguém, mas deve indicar o caminho das investigações. E nesse caso do petrolão, graças às diversas delações premiadas, pode ser possível seguir o rastro do dinheiro, como preconiza o juiz Sérgio Moro na investigação sobre políticos corruptos.

A preocupação do Ministério Público será, a partir da próxima semana, arranjar as provas que permitam denunciar os investigados e condená-los no decorrer do processo. No mensalão, havia até mesmo recibos assinados do dinheiro a que cada um teve direito, o que facilitou muito a formação de provas.

No caso atual, o difícil será conseguir provar que o dinheiro doado por empreiteiras por meio de mecanismos legais e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem origem ilegal, desviado das obras da Petrobras. Mesmo que se prove esse desvio com o cruzamento de planilhas, descobrindo-se o caminho do dinheiro, será preciso provar que o político que recebeu aquela doação sabia que era dinheiro ilegal.

Até mesmo o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o mais exposto de todos, pode alegar que não sabia que o dinheiro era desviado de obras, embora haja várias delações premiadas dando conta dos acertos financeiros entre eles, os diretores da Petrobras e os empreiteiros. Juntar essas pontas com provas é que será o trabalho dos investigadores a partir de agora.

Provavelmente haverá um sentimento de frustração na opinião pública quando constatar que até mesmo os empreiteiros hoje presos serão soltos brevemente, e que os políticos da já famosa lista do procurador Janot continuarão nas suas atividades dentro do Congresso enquanto as investigações estiverem ocorrendo, mas esse é o ritmo do processo no STF, que deve ser apressado pela decisão de entregar a uma das turmas o julgamento do caso, e não ao plenário do STF, como foi feito no julgamento do mensalão.

O julgamento dos empreiteiros e outros envolvidos na Operação Lava-Jato na primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba, deve ser mais rápido do que o processo do STF, mas em compensação os réus terão mais instâncias recursais.

O Ministério Público poderá também fazer uso de “provas emprestadas” para fundamentar sua acusação contra os políticos, isto é, provas levantadas nas investigações sobre as empreiteiras, ou delações premiadas que tenham conexão com as investigações sobre os políticos, poderão ser requisitadas para o outro processo no STF.

 

Publicado aqui, no Blog do Merval

 

 

Na terra da Iurd, PT não é a única seita pronta para a guerra

Foto dos chamados Gladiadores do Altar, postada no Facebook pela Igreja Universal do Ceará

Foto dos chamados Gladiadores do Altar, postada no Facebook pela Igreja Universal do Ceará

 

 

Por Julianna Granjeia e Tiago Dantas

São Paulo - Vestindo uniformes pretos e verdes, jovens entram marchando em uma sala cheia de espectadores. Formam uma fileira, batem continência, gritam palavras de ordem ditadas por um líder e se dizem “prontos para a batalha”. A cena, que pode até lembrar a apresentação de um exército, acontece durante cultos da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Os jovens recrutas fazem parte de um projeto chamado “Gladiadores do Altar”, lançado em janeiro com o objetivo de formar pastores em todo o Brasil e em países por onde a igreja já se espalhou, como Argentina e Colômbia.

A publicação de dezenas de vídeos de apresentações feitas por grupos de “Gladiadores” tem provocado polêmica na internet. No fim de semana o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) escreveu em seu perfil do Facebook que considerou “chocante” um dos vídeos a que assistiu. Segundo ele, “o fundamentalismo cristão no Brasil tem ameaçado as liberdades individuais, a diversidade sexual e as manifestações culturais laicas.” Em resposta, a Iurd publicou uma nota na qual critica o deputado e diz que Jean Wylys sequer procurou saber [sobre o projeto] antes de publicar tal injúria”.

Alguns dos filmes que estavam disponíveis no Youtube na segunda-feira tiveram seu acesso fechado nesta tarde. Um dos vídeos ainda disponíveis, que mostra um culto que ocorreu no Ceará, foi visto por mais de 1,4 milhão de pessoas desde 15 de fevereiro. Os jovens que fazem parte do projeto usam camisetas verdes com um brasão onde se veem as letras GA cruzadas por uma espada. Após marchar, eles ficam enfileirados em posição de sentido e repetem frases ditas por um pastor, entre elas uma passagem da Segunda Carta de Paulo a Timóteo: “combater o bom combate, terminar a carreira e guardar a fé.”

— Graças ao Senhor, hoje estamos aqui prontos para a batalha e decididos a Te servir. Somos gladiadores do seu altar. Isso é uma decisão. Todos os dias enfrentamos o inferno confiantes em Sua santa proteção — gritam os jovens, frase por frase, de acordo com o que é ditado pelo líder.

A cena da entrada triunfal se repete em outro vídeo, publicado no Youtube em 29 de dezembro. Dessa vez, após a chegada dos rapazes, um pastor diz que eles irão formar uma “nova geração de pastores”:

— Aqui você vai ser disciplinado. Aqui você vai ter um objetivo. E quando você tem um objetivo, supera qualquer obstáculo. Você vai abrir mão de muita coisa para ser preparado por Deus. E nós vamos formar uma nova geração de pastores. Aguerridos, determinados e que vão fazer o inferno tremer.

Por meio de nota publicada em seu site, a Iurd diz que “buscar uma motivação violenta ou condenável em jovens uniformizados que marcham e cantam unidos em igrejas é tão absurdo quanto enxergar orientação fascista em instituições como o ‘Exército da Salvação’ e o Movimento Escoteiro, ambas organizações mundiais com base cristã e que, como a Universal, também se utilizam a analogia militar de forma positiva e pacífica.”

A igreja disse ainda que os integrantes do projeto são voluntários da Força Jovem Universal, “programa social que conta com milhões de jovens em todo o Brasil e em outros países e que desenvolve atividades culturais, sociais e esportivas para auxiliar no resgate e amparo de populações de rua, viciados, jovens carentes e em conflito com lei”. A Força Jovem promove campanhas de cidadania, ajuda comunidades carentes e oferece cursos gratuitos, segundo a Iurd.

 

Publicado aqui, na globo.com

 

 

Respeitável público espera do Supremo a lista do Petrolão com 54 nomes

O juiz do STF e do Brasil,  Teori Zavacski

O juiz do STF e do Brasil, Teori Zavacski

Por Nathalia Passarinho e Renan Ramalho

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou às 20h11 desta terça-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

São 28 pedidos de abertura de inquérito referentes a 54 pessoas. Há ainda sete pedidos de arquivamento. Os nomes não foram divulgados.

Dentre os 54 que são alvo dos pedidos de inquérito, há autoridades e também pessoas sem prerrogativa de foro, cujos casos o procurador enviou ao Supremo porque os supostos crimes que cometeram têm conexão com os dos políticos.

Senadores, deputados e ministros de Estado têm foro privilegiado no STF. Por isso, o procurador-geral precisa pedir à Corte autorização para a abertura de inquérito. Governadores são julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em cada peça, Janot requer a derrubada do segredo de justiça. Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator das apurações da Operação Lava Jato no STF, decidir se torna ou não as informações públicas. A tendência é de que derrube o sigilo de todos os inquéritos, conforme o pedido de Janot. Somente após essa decisão é que os nomes dos políticos investigados serão divulgados.

A participação de autoridades no escândalo na Petrobras foi revelada nas delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Os dois firmaram acordo com o Ministério Público Federal para colaborar com as investigações e delatar os demais integrantes do esquema em troca de redução nas penas.

Junto com os pedidos de abertura de inquérito, Rodrigo Janot já solicitou uma série de diligências, como quebra de sigilos bancário e fiscal dos políticos. Para resguardar a eficácia das investigações, esses procedimentos serão mantidos em segredo.

 

Do inquérito à ação penal

Zavascki decidirá agora se abre os inquéritos e atende aos pedidos de diligência apresentados pelo procurador-geral. É praxe, porém, os magistrados aceitarem a abertura de investigações mediante pedido do Ministério Público Federal.

Durante a fase investigatória, os advogados dos investigados ainda não podem fazer a defesa judicial ou contestar as diligências. Só depois de aberta a ação penal, é que poderão apontar irregularidades na produção de provas e anular acusações feitas com base nelas.

Encerradas as investigações, caberá à PGR apresentar as denúncias, que são as acusações formais contra os investigados, apontando os crimes, culpados e provas. Se aceita pela Justiça, a denúncia leva à abertura de uma ação penal, que é o próprio processo judicial, em que serão ouvidas testemunhas e quando a defesa poderá apresentar outras provas que contestem a acusação. Nesse momento, o político passa a ser réu.

Só ao final do processo, os ministros julgam e decidem pela inocência ou culpa do réu; no último caso, determinando as penas, multas e ressarcimento de danos aos cofres públicos.

No caso da Operação Lava Jato, a eventual abertura de ações penais caberá à Segunda Turma do STF, composta, além de Zavascki, pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Celso de Mello. Atualmente, há uma vaga aberta nessa turma, que deve ser preenchida por um novo ministro a ser indicado pela presidente Dilma Rousseff.

 

Delações

Nos depoimentos ao Ministério Público, Paulo Roberto Costa disse que empresas que atuavam em contratos da Petrobras pagavam propina aos diretores da estatal e que parte desses valores foi direcionada  atender a PT, PMDB e PP, inclusive na campanha eleitoral de 2010.

Costa integrou a diretoria da Petrobras entre 2004 e 2012, nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele foi preso em março pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, sob a acusação de integrar a quadrilha comandada pelo doleiro Alberto Youssef. Após fazer acordo de delação premiada com a Justiça, Costa foi autorizado a ficar em prisão domiciliar.

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”,  o ex-diretor revelou o nome de 28 políticos supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção na Petrobras. A publicação afirma que entre os mencionados estão o ex-ministros Edison Lobão (Minas e Energia); Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades); o governador do Acre, Tião Viana (PT); os ex-governadores Sérgio Cabral (Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco), além de deputados e senadores de PT, PMDB, PSDB e PP. Os políticos citados negaram participação.

 

Entenda a Lava Jato

A Operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. A investigação resultou na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A sétima fase da Lava Jato, deflagrada em novembro de 2014, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.

Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Só na sétima etapa da operação, foram expedidos 85 mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva (quando o investigado é levado pela polícia para depor) em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a Lava Jato cumpriu 64 mandados de prisão, 201 de busca e apreensão e 55 de condução coercitiva. Ao todo, 150 pessoas e 232 empresas estão sob investigação da Procuradoria.

 

Dinheiro desviado e recuperado

Informações divulgadas pelo MPF apontam que os crimes investigados pela Lava Jato desviaram ao menos R$ 2,1 bilhões da Petrobras, com base apenas nos crimes denunciados até agora.

Ao todo, a Procuradoria apresentou 19 acusações criminais contra 87 pessoas, por ilícitos como corrupção, crime contra o sistema financeiro, tráfico internacional de drogas, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

MPF informou já ter assegurado a recuperação de R$ 500 milhões desviados por investigados na operação. Segundo o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Douglas Fischer, para permitir o resgate da quantia, o MPF fechou acordos de cooperação internacional com 12 países, entre os quais Suíça, Estados Unidos e Holanda. Além disso, foram bloqueados R$ 200 milhões em bens de réus dos processos decorrentes da Lava Jato.

 

Publicado aqui, no G1

 

 

 

Procurador Geral envia ao Supremo a lista dos políticos envolvidos no Petrolão

 

info lavajatoPor Nathalia Passarinho e Renan Ramalho

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou às 20h11 desta terça-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

São 28 pedidos de abertura de inquérito e sete de arquivamento referentes a 54 pessoas. Os nomes não foram divulgados. Em cada peça, Janot requer a derrubada do segredo de justiça.

Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator das apurações da Operação Lava Jato no STF, decidir se torna ou não as informações públicas. A tendência é de que derrube o sigilo de todos os inquéritos, conforme o pedido de Janot. Somente após essa decisão é que os nomes dos políticos investigados serão divulgados.

Senadores, deputados e ministros de Estado têm foro privilegiado no STF. Por isso, o procurador-geral precisa pedir à Corte autorização para a abertura de inquérito. Governadores são julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 A participação de autoridades no escândalo na Petrobras foi revelada nas delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Os dois firmaram acordo com o Ministério Público Federal para colaborar com as investigações e delatar os demais integrantes do esquema em troca de redução nas penas.

Junto com os pedidos de abertura de inquérito, Rodrigo Janot já solicitou uma série de diligências, como quebra de sigilos bancário e fiscal dos políticos. Para resguardar a eficácia das investigações, esses procedimentos serão mantidos em segredo.

 

Do inquérito à ação penal

Zavascki decidirá agora se abre os inquéritos e atende aos pedidos de diligência apresentados pelo procurador-geral. É praxe, porém, os magistrados aceitarem a abertura de investigações mediante pedido do Ministério Público Federal.

Durante a fase investigatória, os advogados dos investigados ainda não podem fazer a defesa judicial ou contestar as diligências. Só depois de aberta a ação penal, é que poderão apontar irregularidades na produção de provas e anular acusações feitas com base nelas.

Encerradas as investigações, caberá à PGR apresentar as denúncias, que são as acusações formais contra os investigados, apontando os crimes, culpados e provas. Se aceita pela Justiça, a denúncia leva à abertura de uma ação penal, que é o próprio processo judicial, em que serão ouvidas testemunhas e quando a defesa poderá apresentar outras provas que contestem a acusação. Nesse momento, o político passa a ser réu.

Só ao final do processo, os ministros julgam e decidem pela inocência ou culpa do réu; no último caso, determinando as penas, multas e ressarcimento de danos aos cofres públicos.

No caso da Operação Lava Jato, a eventual abertura de ações penais caberá à Segunda Turma do STF, composta, além de Zavascki, pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Celso de Mello. Atualmente, há uma vaga aberta nessa turma, que deve ser preenchida por um novo ministro a ser indicado pela presidente Dilma Rousseff.

 

Delações

Nos depoimentos ao Ministério Público, Paulo Roberto Costa disse que empresas que atuavam em contratos da Petrobras pagavam propina aos diretores da estatal e que parte desses valores foidirecionada  atender a PT, PMDB e PP, inclusive na campanha eleitoral de 2010.

Costa integrou a diretoria da Petrobras entre 2004 e 2012, nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele foi preso em março pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, sob a acusação de integrar a quadrilha comandada pelo doleiro Alberto Youssef. Após fazer acordo de delação premiada com a Justiça, Costa foi autorizado a ficar em prisão domiciliar.

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”,  o ex-diretor revelou o nome de 28 políticos supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção na Petrobras. A publicação afirma que entre os mencionados estão o ex-ministros Edison Lobão (Minas e Energia); Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades); o governador do Acre, Tião Viana (PT); os ex-governadores Sérgio Cabral (Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco), além de deputados e senadores de PT, PMDB, PSDB e PP. Os políticos citados negaram participação.

 

Entenda a Lava Jato

A Operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. A investigação resultou na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A sétima fase da Lava Jato, deflagrada em novembro de 2014, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.

Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Só na sétima etapa da operação, foram expedidos 85 mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva (quando o investigado é levado pela polícia para depor) em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a Lava Jato cumpriu 64 mandados de prisão, 201 de busca e apreensão e 55 de condução coercitiva. Ao todo, 150 pessoas e 232 empresas estão sob investigação da Procuradoria.

 

Dinheiro desviado e recuperado

Informações divulgadas pelo MPF apontam que os crimes investigados pela Lava Jato desviaram ao menos R$ 2,1 bilhões da Petrobras, com base apenas nos crimes denunciados até agora.

Ao todo, a Procuradoria apresentou 19 acusações criminais contra 87 pessoas, por ilícitos como corrupção, crime contra o sistema financeiro, tráfico internacional de drogas, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

MPF informou já ter assegurado a recuperação de R$ 500 milhões desviados por investigados na operação. Segundo o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Douglas Fischer, para permitir o resgate da quantia, o MPF fechou acordos de cooperação internacional com 12 países, entre os quais Suíça, Estados Unidos e Holanda. Além disso, foram bloqueados R$ 200 milhões em bens de réus dos processos decorrentes da Lava Jato.

 

Publicado aqui, no G1

 

 

Chuva enfim chega, obras de Rosinha não aguentam e Campos fica alagada

Após um chuvisco por quase toda manhã e uma pancada de chuva mais forte durante parte da tarde, veja como ficou a cidade de orçamento bilionário com os royalties do petróleo, inclusive em vários pontos que sofreram obras recentes de Rosinha para evitar alagamentos:

 

Praça São Salvador (foto de Valmir Oliveira)

Como a sombrinha da senhora na Praça São Salvador, Campos virou ao avesso com a chuva (foto de Valmir Oliveira)

 

 

Descida da ponte Brizola, ex-Rosinha, na qual Rosinha fez obras e garantiu que acabariam os alagamentos, foi mais uma vez fechada pela chuva (foto de Valmir Oliveira)

Descida da ponte Brizola, ex-Rosinha, na qual Rosinha fez obras e garantiu que acabariam os alagamentos, foi mais uma vez fechada pela chuva (foto de Valmir Oliveira)

 

Outro ângulo da descida da ponte Brizola, ex-Rosinha, alagada apesar das obras de Rosinha (foto de Valmir Oliveira)

Outro ângulo da descida da ponte Brizola, ex-Rosinha, alagada apesar das obras de Rosinha (foto de Valmir Oliveira)

 

Na descida da ponte que teve o nome e obra da prefeita, ambos anulados pela prática, uma mulher caminha perdida sob a chuva e entre os carros parados (foto de Valmir Oliveira)

Na descida da ponte que teve o nome e obra da prefeita, ambos anulados pela prática, uma mulher caminha perdida sob a chuva e entre os carros parados (foto de Valmir Oliveira)

 

 

Minha cidade, meu amor (foto de Valmir Oliveira)

Campos, minha cidade, meu amor!!!… (foto de Valmir Oliveira)

 

 

Pelo menos, apesar do alagamento da chuva, Campos teve ambulância rodando (foto de Valmir Oliveira)

Pelo menos, apesar do alagamento da chuva, Campos teve ambulância rodando (foto de Valmir Oliveira)

 

 

 

Popular aproveita o alagamento sobre as recentes obras da ponte e do camelódromo feitas por Rosinha, para colocar seu surfe em dia (foto de Valmir Oliveira)

Popular aproveita o alagamento sobre as recentes obras da ponte e do camelódromo feitas por Rosinha, para colocar seu surfe em dia (foto de Valmir Oliveira)

 

Dentro do novo camelódromo do governo Rosinha, todo vez que chover, será que vai dar praia? (foto de Valmir Oliveira)

Dentro do novo camelódromo do governo Rosinha, todo vez que chover, será que vai dar praia? (foto de Valmir Oliveira)

 

Na subida da ponte Brizola, ex-Rosinha, entre o ponto de ônibus do Mercado e o novo camelódromo da Prefeita, formou-se a geografia de um rio (foto de Valmir Oliveira)

Na subida da ponte Brizola, ex-Rosinha, entre o ponto de ônibus do Mercado e o novo camelódromo da Prefeita, formou-se a geografia de um rio (foto de Valmir Oliveira)

 

Dificuldades para ficar seco dentro do novo camelódromo de Rosinha (foto de Valmir Oliveira)

Dificuldades para ficar seco dentro do novo camelódromo de Rosinha (foto de Valmir Oliveira)

 

 

Um caminhão tenta passar enquanto outro fica parada pelas águas acumuladas sobre as obras feitas por Rosinha para escoar as chuvas (foto de Valmir Oliveira)

Um caminhão tenta passar enquanto outro fica parada pelas águas acumuladas sobre as obras feitas por Rosinha para escoar as chuvas (foto de Valmir Oliveira)

 

Campista teve que fazer malabarismo para não cair dentro d’água sobre as obras de Rosinha para escoar as águas da chuva (foto de Valmir Oliveira)

Campista teve que fazer malabarismo para não cair dentro d’água sobre as obras de Rosinha para escoar as águas da chuva (foto de Valmir Oliveira)

 

Bastou a primeira chuva um pouco mais forte para o novo Camelódromo de Rosinha ficar ilhado pela realidade (foto de Valmir Oliveira)

Bastou a primeira chuva um pouco mais forte para o novo Camelódromo de Rosinha ficar ilhado pela realidade (foto de Valmir Oliveira)

 

Carlos Lacerda, após as obras recentes de Rosinha, continuou alagando como sempre (foto de Rodrigo Silveira)

Carlos Lacerda, após as obras recentes de Rosinha, continuou alagando como sempre (foto de Rodrigo Silveira)

 

Carros levantavam ondas sobre as calçadas quando passavam pelas “nova” Carlos de Lacerda (foto de Rodrigo Silveira)

Carros levantavam ondas sobre as calçadas quando passavam pelas “nova” Carlos de Lacerda (foto de Rodrigo Silveira)

 

Pedestre cruza o rio da Carlos de Lacerda reformada pelo governo Rosinha (foto de Rodrigo Silveira)

Pedestre cruza o rio da Carlos de Lacerda reformada pelo governo Rosinha (foto de Rodrigo Silveira)

 

Obras feitas recentemente também na Formosa foram igualmente inúteis para evitar alagamento e engarrafamento (foto de Rodrigo Silveira)

Obras feitas recentemente também na Formosa foram igualmente inúteis para evitar alagamento e engarrafamento (foto de Rodrigo Silveira)

 

Comércio que já sofreu com as obras, hoje sofreu com as água de chuva que continua alagando as lojas (foto de Rodrigo Silveira)

Comércio que já sofreu com as obras, hoje sofreu com as água de chuva que continua alagando as lojas (foto de Rodrigo Silveira)

 

 

Outra loja da rua Formosa submetida á mesma realidade de alagamento (foto de Rodrigo Silveira)

Outra loja da rua Formosa submetida á mesma realidade de alagamento (foto de Rodrigo Silveira)

 

 

Chuva 20

Após meses varrendo a poeira das obras na Formosa, comerciantes tiveram que usar o rodo para varrer as águas que a reforma não serviu para escoar (foto de Rodrigo Silveira)

 

 

Realidade da Formosa na tarde de hoje: carros engarrafados e comércio ilhado pela chuva (foto de Rodrigo Silveira)

Realidade da Formosa na tarde de hoje: carros engarrafados e comércio ilhado pela chuva (foto de Rodrigo Silveira)

 

 

A moto possante não aguentou a realidade de Campos e foi abandonada por seu dono (foto de Valmir Oliveira)

A moto possante não aguentou a realidade de Campos e foi abandonada por seu dono (foto de Valmir Oliveira)

 

 

Caminhando sobre as águas para cruzar a Formosa (foto de Rodrigo Silveira)

Caminhando sobre as águas para cruzar a Formosa (foto de Rodrigo Silveira)

 

 

Além da sombrinha, quem caminhou pelas calçadas da Formosa precisou de barco para ficar seco (foto de Rodrigo Silveira)

Além da sombrinha, quem caminhou pelas calçadas da Formosa precisou de barco para ficar seco (foto de Rodrigo Silveira)

 

 

Na ausência do poder público, comerciário tenta desentupir o bueiro para atenuar o alagamento da Formosa (foto de Rodrigo Silveira)

Na ausência do poder público, comerciário tenta desentupir o bueiro para atenuar o alagamento da Formosa (foto de Rodrigo Silveira)

 

 

Para se manter seco, o campista usa da criatividade que falta ao poder público da sua cidade (foto de Rodrigo Silveira)

Para se manter seco, o campista usa da criatividade que falta ao poder público da sua cidade (foto de Rodrigo Silveira)

 

 

Visto de cima, a descida da ponte Leonel Brizola, ex-Rosinha, ao lado do novo camelódromo e sobre as obras feitas no local para evitar alagamentos (foto de Michelle Richa)

Visto de cima, a descida da ponte Leonel Brizola, ex-Rosinha, ao lado do novo camelódromo e sobre as obras feitas no local para evitar alagamentos (foto de Michelle Richa)

 

 

Nem caminhões aguentaram passar sobre as águas acumuladas na descida da ponte Brizola, ex-Rosinha (foto de Michelle Richa)

Nem caminhões aguentaram passar sobre as águas acumuladas na descida da ponte Brizola, ex-Rosinha (foto de Michelle Richa)

 

Moto não aguentou a água acumulada da chuva, mesmo sob obra de piscinão para escoar as águas da chuva, no cruzamento das ruas Rocha Leão e  Conselheiro Tomás Coelho (foto de Michelle Richa)

Moto não aguentou a água acumulada da chuva, mesmo sob obra de piscinão para escoar as águas da chuva, no cruzamento das ruas Rocha Leão e Conselheiro Tomás Coelho (foto de Michelle Richa)

 

Só jipes e carros tracionados conseguiram passar pelo cruzamento da Rocha Leão com Conselheiro Tomás Coelho, diante ao Posto Ilha, que tem este nome pelos constantes e insolúveis alagamentos naquele trecho (foto de Michelle Richa)

Só jipes e carros tracionados conseguiram passar pelo cruzamento da Rocha Leão com Conselheiro Tomás Coelho, diante ao Posto Ilha, que tem este nome pelos constantes e insolúveis alagamentos naquele trecho (foto de Michelle Richa)

 

Alagamento na rua Barão da lagoa Dourada (foto do leitor Alexandre Ribeiro)

Alagamento na rua Barão da lagoa Dourada (foto do leitor Alexandre Ribeiro)

 

Outro flagrante do alagamento na Barão da Lagoa Dourada (foto do leitor Pessanha Júnior)

Outro flagrante do alagamento na Barão da Lagoa Dourada (foto do leitor Pessanha Júnior)

 

Alagamento na rua Geraldo Miranda, no Jóquei 2 (foto da leitora Silvanete Cortês)

Alagamento na rua Geraldo Miranda, no Jóquei 2 (foto da leitora Silvanete Cortês)

 

Outro flagrante da rua Geraldo Miranda (foto da leitora Silvanete Cortês)

Outro flagrante da rua Geraldo Miranda (foto da leitora Silvanete Cortês)

 

Alagamento nas ruas Pero de Góes e benta Pereira (foto do leitor Luciano Barreto)

Alagamento nas ruas Pero de Góes e benta Pereira (foto do leitor Luciano Barreto)

 

Durante a chuva mais forte, com a av. 28 de Março molhada, um caminhão colidiu nas muretas da ciclovia e tombou na pista, piorando o engarrafamento na principal via urbana do município. Felizmente, ninguém se feriu (foto do leitor Luciano Barreto)

Durante a chuva mais forte, com a av. 28 de Março molhada, um caminhão colidiu nas muretas da ciclovia e tombou na pista, piorando o engarrafamento na principal via urbana do município. Felizmente, ninguém se feriu (foto do leitor Luciano Barreto)

 

Atualização às 19h23: Aqui o jornalista Alexandre Bastos foi o primeiro blogueiro na Folha Online a trazer flagrantes da cidade alagada com as chuva da tarde

 

 

Garotinho tortura a verdade e Geraldo Machado e Ricardo André mostram a prova

Eu penso que

 

 

Veja o vídeo da sessão da Câmara onde Garotinho revela que foi “interrogado e torturado durante oito horas” na Ditadura

Por Ricardo André Vasconcelos, em 03-03-2015, 15h56

 

 

Na semana passada, conforme o Blog divulgou (aqui), o secretário Garotinho revelou numa sessão da Câmara Municipal, onde deveria ser sabatinado, que, em 1981, ele e a esposa, Rosinha, teriam sido presos, levados num camburão para a delegacia do Centro, “onde fui interrogado e torturado durante oito horas”. No momento do arroubo, Garotinho fazia uma justificada defesa da democracia e um alerta aos que defendem a volta da ditadura.

Em um comentário a esta postagem, na página do Blog no Facebook, o assessor de imprensa da Câmara, o confrade Paulo Renato Porto, questionou se Garotinho tivesse mesmo utilizado a palavra “torturado”.

Acima está a prova, em forma de cópia do vídeo da sessão, enviada por um amigo do Blog.

Aliás, um dos advogados que esteve com Garotinho na Delegacia, à época, Geraldo Machado, também de manifestou sobre a “tortura” (reveja abaixo):

 

Geraldo

 

 

Publicado aqui, no blog Eu penso que…

 

 

Presidentes do Senado e Câmara Federal avisados que estão na lista do Petrolão

Cunha e Renan foram avisados de que estão na lista de políticos de Janot (foto de Givaldo Barbosa / Agência O Globo)

Cunha e Renan foram avisados de que estão na lista de políticos de Janot (foto de Givaldo Barbosa / Agência O Globo)

 

 

Por Paulo Celso Pereira

 

Brasília – Os presidentes da Câmara, deputado Eduardo Cunha, e do Senado, senador Renan Calheiros, ambos do PMDB foram informados que estarão na lista que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada por assessores do Planalto.

Desde a semana passada o presidente do Senado começou a dar sinais de irritação com o governo. Na segunda-feira, por exemplo, Renan não participou do jantar oferecido pela presidente Dilma Rousseff à cúpula do PMDB.

Rodrigo Janot deve enviar nesta terça-feira ao STF os pedidos de abertura de inquérito relacionados às autoridades supostamente beneficiárias dos desvios de dinehiro da Petrobras. Ele também deve pedir para o relator dos casos, ministro Teori Zavascki, derrubar o sigilo das investigações, tornando público todo o conteúdo dos inquéritos.

Teori Zavascki pretende divulgar os nomes dos investigados de uma vez só e não um a um, em conta-gotas, conforme for se inteirando de cada acusação. Teori entende que, ao divulgar um de cada vez, esse parlamentar estará mais exposto que quaisquer outros. Ou seja, o primeiro, ou os primeiros nomes a serem divulgados correm o risco de ter um juízo na imprensa e na sociedade de maior peso que os outros, independentemente da dimensão de seu envolvimento.

 

Publicado aqui, na globo.com

 

 

Desgovernada

charge 03-03-2015