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Olimpíadas do inverno capital

Olimpíadas de inverno
Durante duas semanas, as cidade de Vancouver, Rchmond, West Vancouver e Whister.
no Canadá, estiveram em festa. É que os jogos olímpicos de inverno, evento que, de quatro em quatro anos, reúne os países onde se desenvolveram esportes que dependem de gelo ou neve para serem praticados, se reuniram para atualizar seus heróis nacionais, modelos para novas gerações.
Os jogos serviram para mostrar ao mundo uma divisão entre os modelos de sociedade. Os povos do norte, região onde o clima favoreceu a adaptação do homem branco, se tornaram economicamente mais prósperos que os dos trópicos.
Max Weber, filósofo alemão, em seu livro, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, estabelece uma estreita relação entre protestantismo e desenvolvimento do capitalismo, além de melhor percentual de mão–de-obra qualificada entre os países que se confessam seguidores de Calvino e Lutero, críticos do cristianismo e execrados pela igreja católica.
Outra observação que faço é o fato de que as sociedades compostas pelo homem negro demonstraram dificuldade em se desenvolverem economicamente. Há teorias que defendem a idéia de que o mestiço e o negro tem dificuldade de entender a complexidade do capitalismo e por isso não conseguem implantá-lo com sucesso. Uma questão que nos remetem a reflexão sobre o processo de exploração do homem pelo homem, os negros já foram tratados como “mulas”, – daí a expressão mulato – o que lhes trouxeram um histórico prejuízo, pois o branco avançou com o processo civilizatório e expandiu por sobre novos territórios subjugando os nativos a condição de escravos. Em alguns países, como é o caso do Haiti, ex colônia francesa, que aboliu os escravos cem anos antes do Brasil o fazer, após a independência político-administrativa o negro ascendeu ao poder e não soube conduzir seu próprio destino, virou um caos e a miséria avançou, enquanto a França hoje compõe o G8.

Países Medalistas (em negrito os components do G8)
United States, Germany, Canada, Norway, Austria, Russian Federation, Korea, China, Sweden, France, Switzerland, Netherlands, Czech Republic, Poland, Italy, Japan, Finland, Australia, Belarus, Slovakia, Croatia, Slovenia, Latvia, Great Britain, Estonia e Kazakhstan

Países do G8 ( os mais ricos do mundo)
Canadá
Primeiro-ministro Stephen Harper
França
Presidente Nicolas Sarkozy
Alemanha
Chanceler Angela Merkel
Itália
Primeiro-ministro Silvio Berlusconi
Japão
Primeiro-ministro Yukio Hatoyama
Rússia
Presidente Dmitry Medvedev
Reino Unido
Primeiro-ministro Gordon Brown
Estados Unidos
Presidente Barack Obama

O capitalismo, o carnaval e o sujeito

O sistema capitalista é capaz de manobras espetaculares, se por um lado ele é autofágico, por outro se reconstrói na criação de novos produtos e novas necessidades que se encontram no consumo. O carnaval é um exemplo disso.
A empreitada de fazer do carnaval um produto, impôs um cerceamento às manifestações individuais, que, de certa forma, atrapalhavam o sentido de unidade e arranjo estético exigido, pois o controle, a organização, o padrão, o tempo de apresentação, enfim, um elenco de regras e normas pré determinadas, onde o descumprimento seria considerado falta e, portanto, passível de punição, seriam um atrapalho à obtenção do sucesso desta nova proposta de carnaval.
Pois sim, as escolas se organizaram em liga e o profissionalismo foi para a avenida, mostrando ao mundo do que este povo brasileiro é capaz. Verdadeira empresa, haja vista a audiência e as altas cifras que giram em torno da “maior festa popular do mundo”. O sujeito foi impedido de se manifestar a seu gosto, ou até mudou de gosto, mas está dando o troco, os blocos avançam em resposta, basta ver o sucesso do Cordão do Bola Preta, Banda de Ipanema, Cacique de Ramos entre outros. Pena que as cidades da periferia, como Campos, SJB, Quissamã etc. estejam copiando um carnaval onde o indivíduo é um pixel a compor uma imagem para inglês ver….
A expressão: “Tem branco no samba”, irritou.
O branco deu um jeito de entrar no samba e quem sambou foi este povo mestiço.

O carnaval e suas peculiaridades.

De onde vem esta necessidade de alguns homens travestirem-se de mulher? Será que o carnaval é a oportunidade, devido ao rebaixamento de censura nos dias de Momo, para que os machões arreiem os fardos, pelo menos por estes dias, e tentem se reequilibrar do sofrimento que deve ser cumprir este papel.
Algumas teorias psicanalíticas defendem que este comportamento surge da tirania das mães, que fazem do pênis do filho uma espécie de repositor do objeto perdido, – defendo as que vêem a própria vagina como um pênis-, e cobram deste filho que seja um machão.O filho então exagera e se torna um homem destituído te traços femininos, um embrutecimento que exige compensação.
O Ney Matogrosso canta…
Nunca vi rastro de cobra
Nem couro de lobisomem
Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come
Porque eu sou é home
Porque eu sou é home
Menino eu sou é home
Menino eu sou é home
E como sou!…
Quando eu estava prá nascer
De vez em quando eu ouvia
Eu ouvia a mãe dizer:
“Ai meu Deus como eu queria
Que essa cabra fosse home
Cabra macho prá danar”
Ah! Mamãe aqui estou eu
Mamãe aqui estou eu
Sou homem com H
E como sou!…
Nunca vi rastro de cobra
Nem couro de lobisomem
Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come
Porque eu sou é home
Porque eu sou é home
Menino eu sou é home
Menino eu sou é home
E como sou!…
Cobra! Home!
Pega! Come!
Porque eu sou é home
Porque eu sou é home
Menina eu sou é home
Menina eu sou é home…
Eu sou homem com H
E com H sou muito home
Se você quer duvidar
Olhe bem pelo meu nome
Já tô quase namorando
Namorando prá casar…
Ah! Maria diz que eu sou
Maria diz que eu sou
Sou homem com H
E como sou!…
Nunca vi rastro de cobra
Nem couro de lobisomem
Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come
Porque eu sou é home
Porque eu sou é home
Menino eu sou é home
Menino eu sou é home
E como sou!…
Cobra! Home!
Pega! Come!…
Nunca vi rastro de cobra
Nem couro de lobisomem
Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come
Porque eu sou é home
Porque eu sou é home
Menino eu sou é home
Menino eu sou é home…

Gilberto Gil em SJB

Para quem já passou dos 40 ou 50 e está entregando os pontos, o show do Gilberto Gil foi um estímulo, não obstante seu produto , o ex ministro está em forma, pintou e bordou ontem, (07/02) inspirando ao grande público cant0, dança e sorriso,  foi só alegria,   no fechamento do projeto que trouxe, sempre no final de tarde,  Frejat, Rita Lee, Nando Reis, Maria Rita e Leila Pinheiro com Roberto Menescal ao balneário de Atafona/SJB neste início de 2010.
Certa vez, lembrando as perdas de seu pai e de um dos filhos, o Gil disse: ” Senti mais a morte do meu pai, me senti no abandono, pois alí, tive a certeza de que um outro eu não seria mais possível”. Que pena…RAvelino01RAvelino02RAvelino03RAvelino04

A poesia, o sujeito, o público e o privado.

A poesia é um recurso para conduzir quem às escreve a tornar-se sujeito do desconhecimento, e esse desconhecimento é o que lhe possibilitará tornar-se humano, ou seja, a essência do humano estará no desconhecimento. Em outras palavras, no inconsciente se encontra a verdade do sujeito. É nos processos oriundos do inconsciente e não nos do consciente que se localiza as dicas para o eu verdadeiro. Então, para se desenvolver como humano, são necessárias estratégias para o auto-conhecimento que acessem aquilo que se desconhece de si mesmo. Para tanto, o sujeito deve falar de si e a poesia é um bom recurso. Precisamos do Outro para uma espécie de confissão, pois é o Outro que indicará a chave para o que o próprio sujeito desconhece.
É comum nos dias de hoje, um advogado, médico, dona de casa, cineasta, jornalista e etc, sacar um papelzinho do bolso e empurrar um poeminha pra cima da gente. Por que será que é mais fácil escrever poesia do que ler poesia, fazer arte do que ver arte? – paradoxo a rebaixar a qualidade. É que no mundo do “eu me amo”, do narcisismo desmedido, a privatização da existência se tornou um incômodo a nos invadir sem piedade. O eu não se cabe e perde a medida, se espraiando em busca de afirmação. E, no caso particular da poesia, isso fica bem exposto, pois se coloca como uma alternativa a drenar o excedente do sujeito, não comportado na razão e que o inconsciente insiste em expôr. Caso este outro não se puser como represa, terá seu espaço tomado.
Ser outro hoje em dia é complicado. A sociedade está virando um largo de vitrines de egos.

Pontal de anarquia

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Uma coletânia contemplando  textos de Aluysio Abreu Barbosa,   Artur Gomes , Adriana Medeiros e Kapi, sob direção de  Kapi e produzido por Aluysio.
Espetáculo que veio a termo baseado nas poesias inspiradas no delta do Paraíba, onde o bar do Bambú, um espaço que é a materialização da anarquia, uma espécie de trono da dinastia Neivaldo, que sabe como ninguém permitir o exercício da proatividade, uma ágora a relembrar a Grécia antiga. Nesta arena, os atores Ive Carvalho, Artur Gomes e  Sidney Navarro, fingidores de verdade nos conduzem à locomotiva do tempo lógico, onde as poesias servem de trilhos e nos fazem viajar.

Caso queira seguir a dica, quinta, sexta e sábado às 21hs no pontal de Atafona/SJB.

Ovelha negra da família

O tempo passa e a grande dupla do melhor
rock brasileiro, Rita Lee e Roberto de Carvalho,
continua agradando.
Ousada e irônica, Rita Lee brincou, deu dicas
de cidadania, bateu forte nos políticos,
fez campanha pró Marina e encantou o
grande público no balneário de Atafona/SJB.

 

 

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Ela trouxe até  um dançarino e dublador imitando (e bem) o Michael Jackson na bela tarde de boa música.

A Rita  acredita que não seja mais uma ovelha negra, e por isso os organizadores à convidaram. “Devo ser agora uma ovelha lilás”, brincou.

Criança, justiça e escuta

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Outro dia, um artigo no JB me chamou atenção, nele o desembargador Ciro Darlan, diga-se de passagem, que muito fez e faz pelas crianças, defendeu que a justiça considere o discurso das crianças, ouvindo-as em juízo como forma de levantar elementos que sustentem decisões a serem tomadas pelos magistrados. Sugiro muito cuidado nesse assunto, pois todos nós, e mais ainda as crianças, sofremos influências na construção de nossas verdades, não obstante, ainda pode haver, por parte da criança, um interesse em jogar com a possibilidade de se vingar de quem, na concepção dela, a prejudique, a proíba, a puna, enfim, a eduque, afinal quantos de nós não sentiu uma espécie de ódio pelos nossos pais ou professores ou quem se colocasse na difícil tarefa de nos educar?
O que devemos fazer, e nisso concordo com o Ciro, mesmo porque deve ser seu pensamento, é escutar a criança. Mas não acredito que a justiça esteja em condições para tanto, temo por um grande prejuízo da verdade, pois escutar é tarefa para especialistas e os psicólogos forenses tem provado em suas práticas, notadamente em seus laudos e pareceres, um desserviço à psicologia.
A justiça deve sempre primar pelo bem estar da criança, mas cuidado com os ouvidos menos atentos, pois o que elas trazem é um discurso elaborado segundo suas concepções e interesses, o que pode provocar um desastre caso seja considerado sem o devido preparo profissional. Seria um tiro no pé.

Pontal

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O Pontal, que está recebendo homenagens em forma de poesia é mesmo inspirador. Produz-se em imagens que, a nós fotógrafos, só resta nos expôr e tentar traduzir este pedaço mais interessante da região norte fluminense, seja para apaixonados, ou para os filhos de Descartes, o fato é que a esfígie está de barriga cheia e os poetas estão no gozo.

Pontal no Pontal

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Quem gosta de poesia vá ao pontal de Atafona/SJB, um espetáculo muito interessante!  Antropologia do lugar, revelada em poesia, um Pontal sempre presente nas linhas e entrelinhas dos textos e na vida dos autores. Muitos dos textos provocam saudades daquele ambiente tão enigmático.  Pano de fundo para os amores, encontros e revelações que vivemos, sabemos ou imaginamos terem existido. Um espetáculo de 50 minutos, redondinho como o próprio contorno das areias esculpidas no resfolegar dos corpos d’água,  Atlântico e Paraíba…, epa! E o vento nordeste?

Quem gosta de teatro vá.

Quem gosta de natureza idem.

Quem não gosta de nada disso vá banhar o pé na água salgada e se cure disso.

Pontal no pontal quinta à domingo 21hs.