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Gilberto Gil em SJB

Para quem já passou dos 40 ou 50 e está entregando os pontos, o show do Gilberto Gil foi um estímulo, não obstante seu produto , o ex ministro está em forma, pintou e bordou ontem, (07/02) inspirando ao grande público cant0, dança e sorriso,  foi só alegria,   no fechamento do projeto que trouxe, sempre no final de tarde,  Frejat, Rita Lee, Nando Reis, Maria Rita e Leila Pinheiro com Roberto Menescal ao balneário de Atafona/SJB neste início de 2010.
Certa vez, lembrando as perdas de seu pai e de um dos filhos, o Gil disse: ” Senti mais a morte do meu pai, me senti no abandono, pois alí, tive a certeza de que um outro eu não seria mais possível”. Que pena…RAvelino01RAvelino02RAvelino03RAvelino04

A poesia, o sujeito, o público e o privado.

A poesia é um recurso para conduzir quem às escreve a tornar-se sujeito do desconhecimento, e esse desconhecimento é o que lhe possibilitará tornar-se humano, ou seja, a essência do humano estará no desconhecimento. Em outras palavras, no inconsciente se encontra a verdade do sujeito. É nos processos oriundos do inconsciente e não nos do consciente que se localiza as dicas para o eu verdadeiro. Então, para se desenvolver como humano, são necessárias estratégias para o auto-conhecimento que acessem aquilo que se desconhece de si mesmo. Para tanto, o sujeito deve falar de si e a poesia é um bom recurso. Precisamos do Outro para uma espécie de confissão, pois é o Outro que indicará a chave para o que o próprio sujeito desconhece.
É comum nos dias de hoje, um advogado, médico, dona de casa, cineasta, jornalista e etc, sacar um papelzinho do bolso e empurrar um poeminha pra cima da gente. Por que será que é mais fácil escrever poesia do que ler poesia, fazer arte do que ver arte? – paradoxo a rebaixar a qualidade. É que no mundo do “eu me amo”, do narcisismo desmedido, a privatização da existência se tornou um incômodo a nos invadir sem piedade. O eu não se cabe e perde a medida, se espraiando em busca de afirmação. E, no caso particular da poesia, isso fica bem exposto, pois se coloca como uma alternativa a drenar o excedente do sujeito, não comportado na razão e que o inconsciente insiste em expôr. Caso este outro não se puser como represa, terá seu espaço tomado.
Ser outro hoje em dia é complicado. A sociedade está virando um largo de vitrines de egos.

Pontal de anarquia

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Uma coletânia contemplando  textos de Aluysio Abreu Barbosa,   Artur Gomes , Adriana Medeiros e Kapi, sob direção de  Kapi e produzido por Aluysio.
Espetáculo que veio a termo baseado nas poesias inspiradas no delta do Paraíba, onde o bar do Bambú, um espaço que é a materialização da anarquia, uma espécie de trono da dinastia Neivaldo, que sabe como ninguém permitir o exercício da proatividade, uma ágora a relembrar a Grécia antiga. Nesta arena, os atores Ive Carvalho, Artur Gomes e  Sidney Navarro, fingidores de verdade nos conduzem à locomotiva do tempo lógico, onde as poesias servem de trilhos e nos fazem viajar.

Caso queira seguir a dica, quinta, sexta e sábado às 21hs no pontal de Atafona/SJB.

Ovelha negra da família

O tempo passa e a grande dupla do melhor
rock brasileiro, Rita Lee e Roberto de Carvalho,
continua agradando.
Ousada e irônica, Rita Lee brincou, deu dicas
de cidadania, bateu forte nos políticos,
fez campanha pró Marina e encantou o
grande público no balneário de Atafona/SJB.

 

 

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Ela trouxe até  um dançarino e dublador imitando (e bem) o Michael Jackson na bela tarde de boa música.

A Rita  acredita que não seja mais uma ovelha negra, e por isso os organizadores à convidaram. “Devo ser agora uma ovelha lilás”, brincou.

Criança, justiça e escuta

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Outro dia, um artigo no JB me chamou atenção, nele o desembargador Ciro Darlan, diga-se de passagem, que muito fez e faz pelas crianças, defendeu que a justiça considere o discurso das crianças, ouvindo-as em juízo como forma de levantar elementos que sustentem decisões a serem tomadas pelos magistrados. Sugiro muito cuidado nesse assunto, pois todos nós, e mais ainda as crianças, sofremos influências na construção de nossas verdades, não obstante, ainda pode haver, por parte da criança, um interesse em jogar com a possibilidade de se vingar de quem, na concepção dela, a prejudique, a proíba, a puna, enfim, a eduque, afinal quantos de nós não sentiu uma espécie de ódio pelos nossos pais ou professores ou quem se colocasse na difícil tarefa de nos educar?
O que devemos fazer, e nisso concordo com o Ciro, mesmo porque deve ser seu pensamento, é escutar a criança. Mas não acredito que a justiça esteja em condições para tanto, temo por um grande prejuízo da verdade, pois escutar é tarefa para especialistas e os psicólogos forenses tem provado em suas práticas, notadamente em seus laudos e pareceres, um desserviço à psicologia.
A justiça deve sempre primar pelo bem estar da criança, mas cuidado com os ouvidos menos atentos, pois o que elas trazem é um discurso elaborado segundo suas concepções e interesses, o que pode provocar um desastre caso seja considerado sem o devido preparo profissional. Seria um tiro no pé.

Pontal

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O Pontal, que está recebendo homenagens em forma de poesia é mesmo inspirador. Produz-se em imagens que, a nós fotógrafos, só resta nos expôr e tentar traduzir este pedaço mais interessante da região norte fluminense, seja para apaixonados, ou para os filhos de Descartes, o fato é que a esfígie está de barriga cheia e os poetas estão no gozo.

Pontal no Pontal

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Quem gosta de poesia vá ao pontal de Atafona/SJB, um espetáculo muito interessante!  Antropologia do lugar, revelada em poesia, um Pontal sempre presente nas linhas e entrelinhas dos textos e na vida dos autores. Muitos dos textos provocam saudades daquele ambiente tão enigmático.  Pano de fundo para os amores, encontros e revelações que vivemos, sabemos ou imaginamos terem existido. Um espetáculo de 50 minutos, redondinho como o próprio contorno das areias esculpidas no resfolegar dos corpos d’água,  Atlântico e Paraíba…, epa! E o vento nordeste?

Quem gosta de teatro vá.

Quem gosta de natureza idem.

Quem não gosta de nada disso vá banhar o pé na água salgada e se cure disso.

Pontal no pontal quinta à domingo 21hs.

desgaste do executivo

A prefeita de Campos, Rosângela Matheus, vem perdendo como componentes de seu staff, pessoas tão bem conceituadas em nossa cidade. Estou me referindo aos nomes do médico Sanitarista César Ronald e do empresário Marcelo Mérida, Não sei o que houve no caso que culminou com a saída dos dois. O fato é que foi uma grande perda empobrecendo o governo que já é carente de quadros desse nível.

Poder, show e mulher.

O verão, que foi transformado em ringue pelas prefeitas de Campos e de São João da Barra, está interessante para os apreciadores de bons shows. Tenho acompanhado mais de perto os de São João. Elymar Santos, Netinho, Maria Rita, Nando Reis…, gostei muito. No Farol também está muito interessante, Elba Ramalho, Emílio santiago, Arlindo Cruz, Rodriguinho… Estou convícto de que os eventos escolhem seu público. Parece que no Farol está sendo encontrado  nos shows, pessoas   portando arma de fogo e atrapalhando os eventos, inclusive com morte, como no último sábado ( 09-01) na apresentação de Rodriguinho que foi interrompida e encerrada 35 minutos após seu início. Lamentável.
Será que a Rosinha vai repetir o que fez no Estado, e conclamar seu marido, o Ânthony Garotinho para a questão da segurança pública? Dizem que como secretário de segurança pública do Estado ele foi um fiasco, mas que agora ele está mais experiente e saberá tomar as decisões certas.aa2a3a5a6a7a8a9a10a12a13bced

Chorão em Grussaí

Um marginal com asas, vícios e virtudes, é assim que se define o Chorão, um vocalista da pesado, um terror para pais e sistemas que, em sua presença, tremem. Foi muito interessante presenciar aquelas carinhas de nossos jovens ansiosos por um comando que Chorão tem a responsabilidade de não emitir. O show desse cara deve ser analisado por todos que insistem em um modelo social ultrapassado como o nosso, pois os jovens já o perceberam.
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