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Governo e Sociedade civil

Os governos se sucedem e deterioram as possibilidades de participação da sociedade civil no processo político-administrativo da cidade de Campos. Todavia, esta demonstração de desdém por parte dos gestores não aniquilam com as possibilidades de um dia vermos isso acontecer. É exatamente na relação acachapante a qual se observa entre este governo, com perfil ditatorial, notadamente da sua comandante que parece ter esquecido do povo e de seus problemas, fazendo-me lembrar da ministra da fazenda do governo Collor de Melo, a Zélia Cardoso, que, quando argüida com relação as conseqüências das medidas que defendia, respondia: “É o custo social que as medidas exigem”, que surgirá a resiliência necessária para romper com estas práticas no fazer política em Campos.
Aqui em Campos, o povo está de bobo, os conselhos não são estimulados e muito menos ouvidos, entre o governo e a sociedade estabeleceu-se uma espécie de muro, que só é transposto quando os interesses do governo surgem.
Lamentável, pois esperava-se mais deste grupo político que emergiu das falhas dos antecessores, (que no fundo eram os mesmos) aqueles não eram tão prevenidos político-eleitoralmente – na interpretação e aplicação dos ensinamentos de Maquiavel este governo faz o que pode, não raro é calculista e frio, parece que está convicto do que seja melhor para os papa-goiabas, até quando vão manter este semblante de rei vestido quando o próprio povo está percebendo sua nudez?

Imagino que esteja tudo planejado: São quatro anos, agente arrocha no primeiro, dá uma implementada no segundo, abre aos oportunistas no terceiro e faz a festa no quarto. Afinal, não é no quarto que ocorrem as eleições?

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