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Fúria campeã: novo capítulo começa a ser escrito

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Com a vitória da Espanha, teve início um novo capítulo na história do futebol mundial. Capítulo este que deveria ter sido escrito em pelo menos outros dois episódios, em 1974 e 1978  (Não se pode deixar de lado a tragédia do Sarriá, em 82, quando o timaço do Brasil ficou pelo caminho). Mas quis o destino que as primeiras letras só fossem reveladas ao mundo na África do Sul, em 2010. A nova moda agora é jogar bonito. O pragmatismo tornou-se careta.
Na epopéia em território africano — que teve o desfecho contra a Holanda —, a Espanha pôs em prática um estilo de jogo que nasceu com a própria Laranja Mecânica, nos anos 70, e foi aperfeiçoado até chegar a 2010. O futebol total espanhol mantém a mentalidade ofensiva, a busca pelo gol, mas sem deixar a defesa desprotegida. É claro que um goleiro fantástico, como o Casillas, e uma defesa sólida, Piqué e Puyol, facilitam a vida da Fúria.

48 dias para o início

A Holanda tomou do próprio veneno. Os holandeses trouxeram para o futebol espanhol, especificamente para Barcelona, a mentalidade do jogo bonito. Como o time catalão — que já foi treinado pelo símbolo do futebol total, Johan Cruyff — é a base desta Fúria nada “amarelona”, nada mais natural e inteligente do que imprimir o mesmo estilo na seleção da Espanha.
O mais curioso é que a Holanda, traumatizada por dois insucessos anteriores, desistiu de jogar bonito e preferiu incorporar o pragmatismo. O resultado disso era tão previsível, que até o polvo Paul acertou quem levaria a Copa do Mundo para casa.
Parodiando Vinicius de Moraes: Os pragmáticos que me desculpem, mas futebol bonito é fundamental. Viva os volantes técnicos, viva o jogo ofensivo, viva a Espanha e quem copiar o seu modelo de sucesso! Morte ao futebol cabeça-de-bagre da Era Dunga.

Deu Espanha

Campeones, campeones, ole, ole ole!!!

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Foi sofrido, e por isso é mais valorizado. O rol de seleções campeãs do mundo ganhou neste domingo mais uma integrante, o nono. Este novo membro havia sido menosprezado e estigmatizado como “amarelão” por muitos anos, mas ao vencer a Holanda — com um gol solitário de Iniesta, já aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação —, a Espanha mandou a fama de perdedora para escanteio e pode comemorar o título mundial na África do Sul. Cerca de 85 mil torcedores compareceram ao Soccer City e participaram da festa.
Com a base da equipe formada por jogadores que já haviam sido campeões europeus em 2008, a Fúria mostrou para todos os cantos do mundo que, no futebol, a qualidade técnica fala mais alto do que o pragmatismo. Depois de uma estréia na Copa com derrota, os comandados de Vicente Del Bosque entram para a história com um estilo de jogo que une a força ofensiva e o toque de bola à responsabilidade na hora de se defender, sem ser violento.

Primeiro tempo da final fica devendo

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Tá falando emoção na final da Copa do Mundo da África do Sul. Espanha e Holanda se preocupam mais em evitar os gols do que marcá-los. Placar não foi alterado, mas só o dos gols.  Nos cartões, a Laranja Mecânica vence por 3 a2.  Porém, bem que o árbitro inglês Howard Webb poderia ter dado o vermelho para De Jong no lance da foto.

A Espanha não fugiu às suas características de jogo e logo implantou a posse e o domínio de bola. Com um meio campo muito técnico, a Fúria tomou iniciativa, enquanto a Holanda esperava nos contra-ataques.

A primeira chance dos espanhóis veio aos 4 minutos de jogo. O cruzamento veio dos pés de Xavi pela direita e Sergio Ramos cabeceou firme para o gol, obrigando o goleiro Stekelenburg a dar uma demonstração de reflexo para evitar a festa vermelha.

De novo pela direita e com Sérgio Ramos fazendo papel de ponta, por pouco a Espanha quase fez o primeiro. Desta vez, aos 10 minutos, a zaga afastou para escanteio. Na cobrança o artilheiro David Villa até balançou as redes, mas foi pelo lado de fora.

Contrariando o que vinham apresentando até chegaram à final, as duas seleções começaram a abusar das faltas — os holandeses com mais intensidade — e deram trabalho ao árbitro, o inglês Howard Webb.

Preocupadas mais em não levar gols do que marcá-los, Holanda e Espanha proporcionaram poucos lances de emoção aos torcedores de todo o mundo.

Após minutos de marasmo, o lance que fez o coração bater mais forte nasceu de forma inusitada e polêmica. Ao usar o fair-play aos 33 minutos, o zagueiro holandês Heitinga foi devolver a bola para Casillas, mas ninguém contava que a Jobulani quicasse antes e encobrisse o goleiro. Sorte da Espanha que a bola foi para fora, graças ao desvio do capitão da Fúria.

No mais, nada que valesse a pena ser contado.

Tudo pronto para a final

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Quem será o dono do mundo?

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Depois de 29 dias, 63 jogos e 32 seleções, apenas Holanda ou Espanha sentirão o sabor de erguer a taça do Mundial da África do Sul e gritar: “É campeão”. Holandeses e espanhóis se enfrentam neste domingo, às 15h30 (de Brasília), no estádio Soccer City, em Joanesburgo, na decisão da Copa do Mun-do 2010, na luta pelo título que será inédito para ambas.
Embora sempre favoritas, Holanda e Espanha jamais conseguiram conquistar uma Copa do Mundo e por isso sempre tiveram a fama de “amarelões”, estigma este que cairá por terra hoje para uma dessas seleções.
Das duas equipes, a Holanda foi a que esteve mais perto de conquistar um título mundial. Em 1974 e 1978, a Laranja Mecânica deixou o caneco escapar na final, para Alemanha e Argentina, respectivamente. Já a Espanha tem como melhor resultado a quarta colocação na Copa do Mundo disputada no Brasil, em 1950.

Copa chegando ao fim

Saídas de cabeças erguidas

Per Mertesacker, Bastian Schweinsteiger, Toni Kroos and Sami Khedira of Germany celebrate

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Duas seleções da tradição de Aleanha e Uruguai sabem valorizar a disputa por um lugar no pódio. Neste sábado, nenhum desses gigantes ‘aliviou’, disputando um grande jogo apesar da decepção da eliminação da disputa pelo título e mesmo debaixo de forte chuva em Port Elizabeth. No fim, com duas viradas no placar, a Alemanha levou a melhor, vencendo por 3 a 2.

Palpites

Segue abaixo os últimos palpites da Copa:

Alemanha x Uruguai (Alemanha)

Espanha x Holanda (Holanda)

Nas semi-finais o aproveitamento foi de 50%, acertando a Holanda e errando a Alemanha. Bom mesmo é o polvo Paul, que não erra nada. Difícil seria ele prever qual prefeito de Campos consegue cumprir o mandato sem ser afastado.

Palpite do polvo

Vitória do futebol bem jogado

Qual país será o campeão na África?

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Nem Brasil, nem Argentina, nem França, Uruguai, Itália, Inglaterra ou Alemanha. Em 2010, a Copa do Mundo vai ser levantada por um capitão de um país que nunca venceu a principal competição do esporte mais popular do mundo. Espanhóis e holandeses farão do Soccer City, no próximo domingo, o palco para que uma página da história seja escrita.

Com muita propriedade, as duas seleções chegaram ao lugar onde outras 30 gostariam de estar, porém não tiveram capacidade, seja por deficiência técnica ou alguma pane mental, como foi o caso de uma certa equipe verde e amarela que conhecemos bem.

Passados 63 jogos e quase 30 dias de futebol, olhamos para trás e vemos que a Copa acabou sendo melhor do que prometera ser. Melhor do que a chatíssima primeira fase, quando as turbinas ainda estavam sendo aquecidas. Melhor do que a aquele sonolento Brasil x Coréia do Norte ou Itália x Nova Zelândia. As partidas nos reservaram emoção, que fizeram subir a glicose de qualquer diabético. Haja insulina para assistir EUA x Eslovênia e Alemanha x Inglaterra, apesar das trapalhadas da arbitragem.

Viva o futebol bem jogado, de toque de bola e ofensividade. Aquele estilo que nos acostumamos ver através dos pés de muitos brasileiros, mas que não entrou no avião da Seleção de Dunga, coerentemente eliminada da competição nas quartas-de-final.

Carles Puyol of Spain (C) celebrates with teammates after scoring the opening goal during the 2010 FIFA World Cup South Africa Semi Final match between Germany and Spain

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Apesar do descaso brasileiro com o futebol arte, as finalistas Holanda e Espanha se encarregaram do show. Nesta Copa de imagens diferentes — como o nojento técnico alemão, Joachim Löw, limpando o salão — observamos a Jabulani rolar feliz de um lado para o outro nos pés da dupla Xavi e Iniesta e ainda ser penteada por Robben, como se fosse para uma festa de gala (e afinal estava nela).

Copa América que nada. Na África, o descontrole e soberba dos sul-americanos não tiveram lugar. O campeão será quem deu espetáculo. O campeão será quem conquistou a simpatia do “polvo”.

Polvo palpita para a final da Copa

ATENÇÃO APOSTADORES!

Procura-se (II)

A voz do polvo é…

Espanha e Holanda numa final de campeão inédito

Desfalcada do meia-atacante Müller, suspenso pelo segundo amarelo contra a Argentina, e com o volante-armador Schweinsteiger muito preso à marcação da hábil linha espanhola, a Alemanha perdeu o jogo e a vaga para a finalíssima na África do Sul. Agora, a Espanha disputará com a Holanda, no próximo domingo, dia 11, às 15h30 (de Brasília), qual das duas passará a integrar o seleto clube de campeões do mundo, hoje composto por sete membros: Brasil (1958, 62, 70, 94 e 2002), Itália (30, 34, 82 e 06), Alemanha (54, 74 e 90), Argentina (78 e 86), Uruguai (30 e 50), Inglaterra (66) e França (98).

Os números finais do jogo foram os mesmos da decisão da Eurocopa de 2008, vencida pelos espanhóis: 1 a 0. Em escanteio da esquerda, o xerifão Puyol subiu com seu companheiro de zaga Piqué, ambos marcados apenas pelo volante alemão Khedira, e definiu de cabeça. Embora mínimo, o placar fez justiça ao domínio espanhol, que impôs seu toque de bola sem paralelo no futebol mundial e não cedeu espaços ao temido contra-ataque germânico, diante do qual Austrália, Inglaterra e Argentina haviam caído de quatro. Não fosse o preciosismo do menino Pedro, que bem resume o grande defeito dessa Fúria, e a má forma de Fernando Torres, que entrou no segundo tempo, o marcador seria ainda mais dilatado.

Espanha domina Alemanha, mas placar fica no 0 a 0

Diferente do último confronto entre Espanha e Alemanha, no qual a primeira levou a Eurocopa de 2008, o placar do primeiro tempo entre as duas seleções, pelas semi-finais da Copa da África do Sul, ficou no 0 a 0. O domínio do jogo e as melhores chances ficaram por parte da Fúria, cujo destaque foi o jovem Pedro Rodriguez, meia-atacante do Barcelona que ganhou a vaga de titular do centro-avante Fernando Torres.  Foi de Pedro o belo passe para o atacante Villa testar o goleiro Neuer, logo aos cinco minutos de jogo. Aos 15, o zagueiro Puyol perdeu talvez a melhor chance espanhola, se antecipando à zaga alemã, mas cabeceando por cima do gol o cruzamento do volante Iniesta. Aos 45, pouco antes do apito final, Pedro voltou a testar Neuer, chutando de fora da área.    

Por sua vez, o goleiro espanhol Casillas espalmou pela linha de fundo, aos 31, um chute de Trochowski, substituto de Müller, que estáq fazendo falta. Grande nome da Alemanha nesta Copa, o volante Schweinsteiger ficou preso na marcação dos hábeis meias espanhóis, o que comprometeu a origem do temido contra-ataque germânico.  

Vejamos o que nos traz o segundo tempo…

Adversário da Holanda sairá do clássico Alemanha x Espanha

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Finalistas da Eurocopa em 2008, Alemanha e Espanha se enfrentam às 15h30 (de Brasília), no estádio Moses Mabhiba, em Durban, desta vez em confronto válido pelas semifinais da Copa do Mundo da África do Sul. Esta vai ser a quarta vez que espanhóis e alemães duelam em Mundiais. No retrospecto, vantagem alemã: duas vitórias e um empate. O vencedor encara, no domingo, na finalíssima da Copa, a Holanda, que passou ontem pelo Uruguai na outra semifinal.

A primeira vitória da Alemanha em cima do rival em Copas foi em 1966, por 2 a 1, na Inglaterra. Em 1982, na própria casa dos espanhóis, nova vitória alemã, agora por 2 a 1. O único empate em Mundiais ocorreu em 1994 — 1 a 1 nos EUA.

E a vantagem alemã não é somente em Mundiais, mas também ao longo da história. Espanha e Alemanha já se enfrentaram 20 vezes. Foram oito vitórias dos alemães, seis dos espanhóis e seis empates. O último confronto entre as duas seleções foi no dia 29 de junho de 2008, quando a Fúria bateu a Alemanha por 1 a 0 e ficou com o título da Eurocopa.

Procura-se

Laranja de volta à final após 32 anos

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A Laranja Mecânica está de volta a uma final de Copa do Mundo. Depois de 32 anos e pela terceira vez na história, a Holanda vai ter a oportunidade de decidir o título mundial. Para garantir vaga na partida onde todas as seleções do planeta queriam estar, os holandeses venceram nesta terça-feira o Uruguai, último sul-americano na África do Sul, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, em uma das semifinais.

Com o 3 a 2, a primeira Copa em território africano terá uma final européia, já que na outra semifinal Alemanha e Espanha se enfrentam. A seleção do Uruguai deixa a Copa de cabeça erguida. Com uma campanha surpreendente, a Celeste fez bonito, mas o talento com a bola dos pés da Holanda superou a garra uruguaia.

Van Brockhorst, Sneijder e Robben marcaram para a Laranja. Forlán e Maxi Pereira descontaram.

Holanda

1 Maarten STEKELENBURG — Tudo bem que foi traído pela Jabulani no primeiro gol, mas ele deu uma colaborada. Não apresentou a mesma segurança que mostrou nas partidas anteriores — NOTA 5,5

12 Khalid BOULAHROUZ — Muito menos técnico que Van der Wiel, a quem substituiu, foi fraco no apoio, mas não comprometeu na defesa, principalmente quando Cavani caiu pelo seu setor. — NOTA 5,5

3 John HEITINGA — Sem muito trabalho, cochilou apenas uma vez, quando deu espaço no gol de Forlán. — NOTA 6

4 Joris MATHIJSEN — Marcando Cavani, ganhou todas. Não comprometeu. — NOTA 6

5 Giovanni VAN BRONCKHORST — Foi muito feliz ao acertar um chutaço do meio da rua para abrir um placar, em um jogo que estava engrossado para o lado holandês. — NOTA 6,5

6 Mark VAN BOMMEL — Nervoso, apelou  para as faltas na hora de defender. Poderia ter dado sua contribuição com subidas ao ataque. — NOTA 5,5

14 Demy DE ZEEUW — Burocrático, só apareceu na partida quando levou um chute no rosto dado por Cáceres. — NOTA 5 Parece que não se recuperou muito bem e foi substituído por 23 Rafael VAN DER VAART — Deu mais ofensividade à equipe com sua qualidade de passe. Deixou Van Persie livre, mas o atacante desperdiçou. — NOTA 6

10 Wesley SNEIJDER — Melhor em campo. É o cara que decide e faz a diferença a favor da Holanda. Quando a partida parecia que ia empatar, ele fez o gol e a Laranja deslanchou na partida. Conduziu muito bem o meio-campo, apesar de ter tido um primeiro tempo difícil — NOTA 7

7 Dirk KUYT — Sua apresentação foi inferior ao jogo contra o Brasil. Teve menos efetividade e a única chance que teve mandou por cima do gol de Muslera. No segundo tempo achou os espaços pela esquerda e foi autor do cruzamento para o gol de Robben, o terceiro da noite — NOTA 6

9 Robin VAN PERSIE — Brigou com a bola a Copa inteirae mais uma vez teve uma partida pouco inspirada. Vem destoando dos companheiros, que estão a mil por hora. — NOTA 5,5

11 Arjen ROBBEN — Arisco e perigoso pelo lado direito de ataque, fez o gol que selou a vitória e carimbou o passaporte para a terceira final holandesa em uma Copa do Mundo. Seria melhor se parasse de encenar tanto em campo — NOTA 6,5

(17 Eljero ELIA) — Entrou e teve pouco tempo para faze alguma coisa — SEM NOTA

A “Copa América” no Mundial da África do Sul acabou

O império da América do Sul foi desabando aos poucos e o último sobrevivente, Uruguai, está caindo.
Depois de ter 100% de aproveitamento na primeira fase, os times sul-americanos Brasil, Argentina, Chile e Paraguai foram todos eliminados.
Neste momento o Uruguai está caindo, diante da Holanda, por 3 a 1, Holanda que também tirou o Brasil.
Com isso, o título da Copa da África de 2010 ficará na Europa, já que Alemanha e Espanha decidem amanhã o outro finalista do Mundial.

Tchau América do Sul!