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Ideb: Campos em último lugar no Estado

O resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) na última terça-feira, mostrou que Campos obteve o menor índice da rede municipal em todo estado do Rio, com 3,3 pontos nas séries iniciais (1º ao 5º ano) e 3,4 nos anos finais (6º ao 9º), apesar do Brasil ter superado as metas propostas pelo MEC para serem aplicadas no ano passado nos dois ciclos do ensino fundamental. Nas duas últimas pesquisas, em 2009 e 2007, a cidade apresentou índices de 3,3 pontos e de 4,3, respectivamente. Segundo a secretária de Educação, Joilza Rangel, embora Campos tenha apresentado o pior Ideb do estado, os números aumentaram se comparados à pesquisa anterior.


Especialistas em educação e sindicalistas disseram que o governo deveria investir em ações para valorizar o profissional. A pesquisadora e coordenadora do curso de Administração Pública da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Yolanda Lobo, destacou o fato do município ter um bom orçamento, inclusive proveniente dos royalties, e pouco investimento no ensino fundamental. Ela comparou Campos com Rio das Ostras, que também recebe a indenização da produção de petróleo e obteve um resultado melhor. “Fi-co feliz com o resultado de Rio das Ostras, pois melhorou muito do último Ideb para este. Não sei se nos últimos três anos o governo aplicou dinheiro dos royalties na educação, mas acho que deveria, apesar dessa indenização não ter tal finalidade”.


A coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), Christine Marcelino, disse que o resultado é o retrato de uma denúncia feita pela entidade há anos. “A educação em Campos pede socorro e para reverter este quadro deve-se valorizar o profissional”, opinou.


Secretária aponta as melhorias feitas

De acordo com Joilza, a evolução do Ideb de 2009 para 2011 avançou de 3,3 para 3,6 nas séries iniciais do ensino fundamental, e nos anos finais, de 3,1 para 3,4. O processo de evolução foi referendado pelo desempenho da Prova Brasil, com salto de 4.97 para 5.25. Ela disse que o avanço ocorreu durante um quadro de abandono, herdado em 2009.  “Assumimos com a ausência de um programa de livro didático, entre outras limitações, como a herança deixada pela transferência de 10 mil alunos do estado para o município, número superior, por exemplo, ao total de estudantes de Quissamã e São João da Barra. Alunos que vieram com conhecimento defasado, oriundos de um sistema de avaliação baseado na Promoção Automática, a maior parte deles com anos de repetência e com déficit de aprendizagem”.


A secretária disse, ainda, que mais de 190 escolas foram reformadas e 11 novas unidades foram entregues.

Inep diz que Brasil tem o que comemorar


No ano inicial, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Ideb nacional alcançou 5,0, ultrapassando não só a meta para 2011 (de 4,6), como também a proposta para 2013, que era de 4,9. Para Campos, as projeções eram de 3,7 para 2011. Já no ano final, o índice do Brasil chegou a 4,1, tendo como meta 3,9. Em Campos, a projeção era de 3,2 em 2011. Ao destacar a importância do Ideb, o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa enfatizou que o Brasil tem muito a comemorar. “Houve um avanço nos anos iniciais do ensino fundamental. O momento é de reflexão sobre a educação para vencer os desafios que se apresentam”, disse.


De acordo com o Inep, o Ideb para os anos iniciais do ensino fundamental da rede municipal foi calculado em 5.222 municípios. A meta para 2011 foi alcançada por 4.060 deles (77,5%). Nos anos finais, de todos os municípios avaliados, 62,5% atingiram as metas.

Mário Sérgio

16/08/2012 09:06
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